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Arquivo da categoria ‘Projeto APOENA’

DIÁLOGO PARA A MATA ATLÂNTICA VAI A CAMPO POR THADEU MELO

A APOENA, aliada e gestora do Parque INSADI em Presidente Epitácio, através de seu dirigente Djalma Weffort, participou do V Encontro Nacional do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica, realizado entre os dias 11 e 13 de junho passados, em Brasília. Leia os aspectos mais importantes:

DIÁLOGO PARA A MATA ATLÂNTICA VAI A CAMPO
Rio de Janeiro, 16 de junho de 2008
Encontro entre empresários e ambientalistas dá ponta-pé para realização de ações concretas de proteção e restauração florestal no bioma

Representantes de 12 empresas de base florestal e de 15 organizações ambientalistas, entre elas a APOENA, estiveram reunidos entre os dias 11 e 13, em Brasília, para o V Encontro Nacional do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica. O evento marcou o início da segunda fase do Diálogo, estabelecido em 2005 face à importância dos remanescentes florestais localizados nas propriedades das empresas, principalmente nas do setor de papel e celulose.

5EN DFMA BSb - 5EN DFMA BSb

Nas próximas semanas serão inaugurados fóruns regionais que levarão a campo, em sete áreas prioritárias, as diretrizes nacionais para realização de ações concretas para proteção de remanescentes florestais e restauração do bioma. O setor de base florestal é detentor de mais de 1 milhão de hectares de terras onde não são feitos plantios homogêneos de espécies exóticas como pinus e eucalipto. Além desse território, a iniciativa também tem potencial para influenciar milhares de proprietários de terra, fornecedores de mais de 20% da matéria-prima utilizada pelo setor.

Entre as diretrizes apontadas durante o encontro estão o fortalecimento e a valorização das equipes de meio ambiente das empresas, a proteção física das áreas de remanescentes e o compartilhamento de dados ambientais para formação de um protocolo comum de monitoramento da conservação da biodiversidade. O grupo também se comprometeu a buscar mecanismos capazes de incentivar os proprietários rurais dispostos a adequar ambientalmente suas terras, além de promover capacitação para os vários atores envolvidos no processo de valoração de serviços ambientais, incluindo as populações de entorno.

“As instituições estão todas animadas e acreditando cada vez mais umas no trabalho das outras”, diz Miriam Prochnow, secretária-executiva do Diálogo. Para ela, o fato de que todos se comprometeram a cuidar melhor das suas áreas para que, de fato, elas sejam conservadas, pode ser um estímulo para que outros setores que têm ativos florestais façam o mesmo, especialmente, porque não é possível criar unidades de conservação em todos os remanescentes.

“Na Mata Atlântica, a gente sabe que todos os fragmentos são importantes e contribuem para a manutenção do equilíbrio ambiental e da biodiversidade”, complementa Miriam.

“Este tipo de fórum é fundamental para estabelecer marcos referenciais. Enquanto eu vou demonstrar para você a complexidade da questão econômica, você vai me mostrar a complexidade da questão socioambiental, e, assim, a gente consegue visualizar a realidade de forma ampla e concreta”, esclarece João Augusti, gerente de meio ambiente da Votorantim Papel e Celulose.

Além de trazer benefícios para a paisagem florestal do bioma, a aplicação das diretrizes do Diálogo deverá trazer impactos positivos também para o setor de silvicultura. “Quanto mais próximos os plantios florestais estão das matas nativas, maior o equilíbrio ecológico, menos ataques de pragas, maior produtividade, em uma menor área de plantio”, explica Luciano Lisbão Jr., gerente de meio ambiente e segurança florestal da Aracruz Celulose.

Para Miguel Calmon, diretor do programa Mata Atlântica da The Nature Conservancy, o espaço de diálogo está se consolidando como uma das iniciativas mais inovadoras já realizadas no bioma. “A execução de ações concretas em campo vai fortalecer o diálogo e influenciar agendas e compromissos assumidos pelo Brasil com relação à biodiversidade e às mudanças climáticas”, diz Calmon.

No encontro também foi ratificada a definição de 13 diretrizes para as empresas que fomentam a silvicultura entre proprietários rurais. A partir de agora, todas deverão incluir algumas salvaguardas socioambientais em seus contratos com fomentados, condicionando seu apoio a contrapartidas que deverão ser cumpridas pelos proprietários. As empresas também se dispõem a atuar de forma integrada, com relação ao meio ambiente, nas áreas onde possuem operações florestais geograficamente próximas umas das outras.

Outro resultado importante da reunião foi a inclusão oficial do bioma Pampa na área de atuação do Diálogo. Com isso, o fórum passa a se chamar Diálogo Florestal para a Mata Atlântica e Pampa. “A decisão é uma resposta à demanda conjunta da sociedade civil e das empresas que atuam no Rio Grande do Sul, como uma forma de buscar o equilíbrio entre a conservação ambiental e o desenvolvimento dos negócios de base florestal no extremo sul do país”, explica André Guimarães, diretor executivo do Instituto BioAtlântica.

Todas as diretrizes definidas no encontro deverão ser implementadas em nível regional nas áreas de plantio no sul e extremo sul da Bahia, norte do Espírito Santo, vale do Rio Doce (MG e ES), vale do Paraíba (SP), e em regiões específicas dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Texto: Thadeu Melo (comunicacao@bioatlantica.org.br)

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Uma boa semana para todos e não esqueçam de refletir sobre o papel do LIDESTOR nas empresas.

Abraços

Dieter Kelber

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Reserva florestal recebe 120 mudas nativas

A reserva florestal às margens do Córrego do Veado em Presidente Epitácio recebeu ontem 120 novas mudas de árvores de espécies arbóreas nativas. O plantio foi feito pela Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar (Apoena) em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O evento comemorou também o Dia da Árvore e contou com a participação de 400 pessoas entre assentados, estudantes e representantes municipais.

De acordo com o ambientalista e dirigente da Associação, Djalma Welfort de Oliveira, o objetivo é homenagear o meio ambiente de forma simbólica, ajudar na recomposição da mata ciliar, devolvendo à natureza parte dos recursos destruídos pela ação humana. “O homem precisa se relacionar com a natureza não como explorador, mas como contribuinte. Ela nos proporciona ar e qualidade de vida, nada mais justo que devolver parte dos recursos que nós mesmos exploramos”, diz.

As 120 mudas plantadas são das espécies Catiguá, Canjarana, Marinheiro e Guatambu – nativas arbóreas – e que além de sombra, são árvores frutíferas para a fauna. Todas foram plantadas na área de reserva florestal que tem 915 hectares, próximo a quatro assentamentos do Incra. “A área faz parte das propriedades das 60 famílias assentadas nesta região, que ajudam na recuperação do local trabalhando a agroecologia, ou seja, plantando café, feijão, quiabo preservando as árvores aqui plantadas”, afirma.

MIN222G - MIN222G

O plantio envolveu representantes municipais, da Associação, alunos de escolas públicas e particulares dos municípios, assentados e empresários. “Cada segmento da sociedade teve a sua participação neste trabalho. Agora é preciso multiplicar e prosseguir em ações para o salvamento das espécies vegetais, animais e principalmente humana”, reforça.

Publicado no Jornal O Imparcial de Presidente Prudente de 21/09/2007.

Em breve traremos notícias sobre o projeto da INSADI FOREST em conjunto com a APOENA. Aguardem.

Abraços

Dieter

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APOENA E A AVIFAUNA NO EXTREMO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO, MENSAGEM DE PETER MIX

amix 1 - amix 1

Caros amigos e colegas ambientalistas !

A Apoena, instituição apoiada pelo INSADI, vem monitorando há mais de 10 anos, entre outros, a avifauna do extremo oeste do Estado de São Paulo, registrando, com os recursos disponíveis, a dinâmica populacional de várias espécies.

ara ararauna2 - ara ararauna2
No caso específico da Ara ararauna(Arara-canindé) queremos informar, que podemos constatar um retorno gradual destas aves, principalmente nas áreas de mata ciliar, reflorestadas com espécies locais, nativas, a poucos quilômetros ao norte da cidade de Presidente Epitácio, em ação conjunta Apoena/CESP/ Ministério Público.

ara ararauna 4 - ara ararauna 4
Registramos em trabalho de campo no mês de junho deste ano, vários grupos destas araras azul-amarelas, totalizando (visão simultânea) 24 indivíduos.

As fotos aqui apresentadas documentam nossas observações e demonstram que há condições promissoras (aves-madrinhas presentes no local) para a soltura de Ara ararauna e outras espécies, como p.ex. passeriformes , hoje em regime de espera nos viveiros das ASM.

anhima cornuta1 - anhima cornuta1
Temos seguido igualmente a evolução populacional da Anhima cornuta (Anhuma), já raríssima no estado, que na nossa área de projeto cresceu de 2 indivíduos em 2001, para 8 indivíduos ou mais, em 2007.

Voltaremos aos temas a.m. em futuro próximo e agradecemos, mais uma vez, o incentivo recebido.

Cordialmente

Peter Mix* e Djalma Weffort - Apoena

* Peter Mix é pesquisador do INSADI na área de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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INSADI DOA MOTOR DE POPA PARA A APOENA

apoena1 - apoena1

O INSADI - Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual, com sede em São Paulo, doou para a Apoena - Associação em Defesa do rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar, de Presidente Epitácio, um motor de popa de 15 HP, com acessórios, que será utilizado na embarcação da entidade em pesquisas, foto-documentação e monitoramento no rio Paraná.

O Instituto, em ações de responsabilidade social, “busca a integração com outras organizações para o cumprimento de seus objetivos estatutários, caracterizado pela dimensão do desenvolvimento sustentável: economia, psico-social e meio ambiente”.

O presidente da Apoena, Djalma Weffort, agradeceu a escolha da entidade para receber o equipamento, “o que contribuirá com a promoção dos projetos e ações em defesa do meio ambiente, pela melhoria da qualidade de vida , através do uso auto-sustentável dos recursos naturais, de forma a obter o máximo benefício para as atuais e futuras gerações”.

Participou ainda do evento que foi realizado em fins de julho passado o pesquisador Peter Mix do Insadi.

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