GASTAR OU ECONOMIZAR ?

curto prazo dos gastos. Os economistas pouca atenção têm dado para as boas práticas administrativas, que valem também para os bancos.
O Geithner reclamar por maiores gastos corresponde a um interesse da economia americana e a um interesse um tanto perverso de seu ambiente financista. Os europeus embaraçados com as conseqüências de suas imprudências financeiras tentarem induzir os alemães a gastarem mais do que precisam é até patético. Ninguém considera que, tanto no Japão, como em partes da Europa, as necessidades de consumo já estão satisfeitas. E a verdade de endividamento para fim de consumo ser algo bastante
imprudente parece não passar na cabeça de economistas nem de comentadores jornalistas. A situação vigente na época de Keynes era diferente da atual, fato que até o Krugman parece desconsiderar. E, segundo o que entendi, Keynes defendeu a criação de trabalho e renda para superar a crise da depressão,
não o endividamento dos cidadãos para fins de consumo.
Qualquer tirada, por mais duvidoso que seja o conteúdo, ressoa como o cacarejo iniciado por um habitante de aviário, até que se entoe uma outra tirada. Mas até agora ninguém admitiu a hipótese que o exemplo de sensatez da Angela Merkel seja justamente o elemento de liderança que se reclamou dos alemães, que nada
confortável se sentem diante dessa expectativa. De qualquer forma eu duvido muito que o Sarkosy teria arriscado um programa de contenção de despesas sem o exemplo da Merkel. E esta afirmou que não se pode esperar de segundos o que não se pratica por conta própria. Argumentar que a eliminação do déficit
e a redução da dívida não sejam as medidas corretas para prevenir ações de piratas - especuladores financistas - é bastante duvidoso. Na verdade o Sarkosy, tão amigo de proposições espetaculosas, está bastante retraído. O pessoal em Londres gostaria de continuar ganhando na roleta financeira, que aparentemente
gera 30% ou mais do PIB britânico. Aliás: Será que não é este o real motivo dos britânicos não terem aderido ao Euro?
Li que as empresas alemãs têm capacidades de produção espalhadas por toda a Europa. Mas é evidente que não poderão produzir uma equiparação das regiões menos industrializadas da Europa ao nível desenvolvimento econômico da Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Escandinávia e parte da Itália. Certo é que o
Euro mais baixo favorecerá igualmente a todos os países da região pela maior facilidade de exportação da Europa e pela tendência de atrair um maior número de turistas. Como será justificado o argumento de que a “prosperidade por empréstimo” - artificial - causava curso do Euro artificialmente alto é tema para especilisatas.
Outra questão a espera de um melhor esclarecimeinto público é o financiamento da absorção pelo Banco Central Europeu de títulos “podres” da dívida dos países em crise fiscal em mãos dos bancos frenceses e alemães .
Agora as estatísticas de ocupação na Alemanha já estão melhorando. O cacarejo sobre um colapso da União Européia vai silenciar. É possível que Merkel sairá consagrada dessa crise, se ela não for antes vitimada por um incidente no ambiente político alemão.
Os americanos poderão melhorar o desempenho de sua economia atravás da transformação de sua matriz energética, começando pela redução da dependência do petróleo. Aparentemente, esta já era uma direção pelo a qual que o presidente Barack Obama queria enveredar e que talvez o incidente do mega-vazamento no
Golfo do México venha a facilitar. Neste caso, os eventuais gastos com subsídios representariam investimentos em estrutura com retorno no longo prazo. Os Estados Unidos precisam voltar a ter uma maior participação de produção própria na economia. O estímulo ao consumo com base em endividamento foi um erro protagonizado pelo governo Clinton, por interesses no prazo imediato. Os juros baixos facilitaram a manobra, o que não sirvam
de argumento de que tenham sido a causa.
Gastar ou economizar? A resposta é: “depende das circunstâncias e da região, por um lado, e da forma e dos objetivos, por outro lado”.
HH
Abraços e uma excelente semana a todos.
Anote na sua agenda, 23 e 24 de setembro, Club Transatlantico, Business Process Day 2010.

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