Arquivo de Maio de 2010
29. FÓRUM BRASILEIRO DE PROCESSOS
PROCESSOS + INOVAÇÃO = PERFORMANCE
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INSADI TEAM
Sem comentários »Laranja podre 1 : O folgado! / Laranja podre 2 : O fofoqueiro
Vejam as matérias de Veruska Donato, Reporter da TV Globo, sobre a entrevista de Dieter Kelber, Presidente Executivo do INSADI, Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual, www.insadi.org.br , no Jornal Hoje, abordando o tema do comportamento do folgado e do fofoqueiro dentro das empresas.
Blog de Veruska Donato
http://trabalhoecarreira.blogspot.com/
INSADI TEAM
Sem comentários »BSC – Sustentabilidade – Comunicação.
[Exemplo na Gestão de Condomínio]

A metodologia do BSC remonta aos anos 1990 e foi desenvolvida para a gestão de empresas. Procurava-se um método para sincronizar as atenções / atividades de todas as partes das empresas sobre os objetivos da direção de curto e de mais longo prazo. Destacou-se o risco de focalizar somente objetivos financeiros de curto prazo. Os objetivos – ou metas / scores – foram desdobrados em quatro a serem alcançados simultaneamente: Financeiros, Marketing / Inovação, Processos Internos, Pessoal / Aprendizado. Segundo a metodologia as metas da direção nessas categorias são detalhadas para cada nível hierárquico, da forma que da realização das metas ao longo da estrutura resulta a realização das metas da organização. Estabelece-se uma sistematização da comunicação interna para a formulação e sobre o cumprimento de metas.
Num condomínio a estrutura da organização é a mais simples, pois não há mais do que um nível de gestão. Mas é bastante questionável se é generalizada uma consciência de metas. Certo é que sempre surgem novas necessidades e que existem interesses conflitantes, os quais precisam ser equilibrados, ou seja, “balanced”. A experiência de que a falta de uma visualização do conjunto dos objetivos e das necessidades dificulta sobremaneira os entendimentos levou à tentativa de “uma representação condensada numa folha”, como mostra o quadro reproduzido abaixo. O quadro está organizado segundo os critérios BSC.
Esta folha demonstra que o Síndico tem “um mapa de vôo” com objetivos que os Condôminos, preponderantemente não versados em administração, desconheciam em seu conjunto e interrelações. Espera-se que o quadro ajudará na integração de novos Conselheiros nas atividades e planejamentos atuais e a focalizar comunicações e discussões. Considera-se ser particularmente interessante observar no exemplo esboçado como os temas da Responsabilidade Social e da Responsabilidade Ambiental estão posicionados no esquema do BSC. Estão também evidenciadas assim como sendo do interesse dos Condôminos metas e atividades em geral atribuídas ao âmbito de RH. Acredita-se que uma gestão objetiva num ambiente harmonioso em virtude da consciência dos Condôminos de seus interesses, evidenciados nas metas, contribui para a valorização do patrimônio.
Numa empresa em que a metodologia BSC for conduzida com esmero, os colaboradores compreenderão o contexto em que suas atribuições estão inseridas. Então poderão desempenhar com Liberdade as Responsabilidades de realizar as respectivas Metas, procurando sugerir e executar melhorias e mesmo propor novas Metas. Trata-se de um processo de Comunicação Continuada.
Abraços
HH
Sem comentários »DÍVIDAS NOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPÉIA.

O cidadão comum se sente tão desabrigado dos cataclismos econômicos, produzidos pelos seres humanos, com se sente diante de cataclismos naturais como as erupções vulcânicas, os terremotos, os tsunamis e enchentes. Mas com relação aos primeiros o texto de Hudson pode inspirar perguntas como: Primeiro: Por que os cidadãos islandeses teriam contraído dívidas hipotecárias? Teriam sido engabelados pelos distribuidores de “títulos podres” americanos? Segundo: Não ocorre na Europa pós-soviética algo semelhante ao esforço de adaptação econômica da Alemanha Oriental após a reunificação alemã?
O texto de Hudson não é totalmente inteligível por quem não tenha formação economista e financeira, ou seja, pela quase totalidade dos cidadãos. E o autor não chega a lembrar expressamente, que a dívida de Grécia se deve a déficits orçamentários, ou seja, a gastos em consumo superiores às receitas fiscais. Os governos gregos ainda procuraram acobertar a imprevidência com “soluções maracutais” articuladas pelo banco Goldman & Sachs. Portanto, o texto não explica nem que as dívidas são de diferentes naturezas, nem os vícios aos quais o ambiente dos negócios de crédito se tem acostumado.
A Alemanha tem a economia mais forte da Europa, com exportação de 45 a 50 % do PIB e saldo na balança comercial de US$ 221 bi. Mesmo assim acumula uma dívida pública interna bruta de US$ 2,31 tri ou 70 % do PIB, superior ao limite estabelecido no tratado da EU, que é de O déficit fiscal também está acima do valor de referência de 3%. A inflação no nível de 2 % e a taxa de desemprego se situa em 7,5% como resultado de uma experiência inédita para limitar o desemprego na retração econômica. Uma parte considerável da dívida pública foi causada pelo esforço de aproximação das condições de vida nas províncias orientais aos da Bundesrepublik após a reunificação. Outra advém dos benefícios sociais proporcionados. Quando o governo iniciava um programa de equilíbrio fiscal, foi surpreendido pela necessidade de socorrer instituições comprometidas na crise financeira. O serviço da dívida desvia recursos que precisam ser aplicados na educação e na saúde. Por esta razão é perfeitamente compreensível a impopularidade de auxílios financeiros a outros países, seja do leste europeu, seja da comunidade do Euro, pois significariam um aumento da dívida pública. E não se deve perder de vista, que, da mesma forma como os demais países desenvolvidos, também a Alemanha sofre a concorrência por parte da China, da Índia e dos Tigres Asiáticos pela produção, ou seja, pela ocupação.
De qualquer forma é duvidoso que créditos de curto prazo ajudem a resolver os problemas estruturais de baixa produção nos países demasiadamente endividados. Só aumentos de produção – e de receita fiscal – com aumento de exportação poderão levar a uma situação de equilíbrio duradouro. Parece que os alemães são os únicos que conseguiriam organizar trabalho / produção em quantidade significativa nos países da Europa Oriental. Hoje os “Fremdarbeiter” são poloneses, checos etc. Mercedes está montando uma fábrica na Hungria. Siderúrgicas ucranianas estão sendo modernizadas com tecnologia alemã. A Alemanha importa gás natural da Rússia e lhe vende trens. De qualquer forma parece que os alemães ainda mantêm campos de tecnologia mecânica, elétrica e de produção de ponta. Com certeza os espanhóis e portugueses são tão aplicados como os cidadãos de outras sociedades, mas é difícil organizar trabalho bastante para manter um nível de vida comparável ao escandinavo para todos. O turismo – vantagem do clima – ajuda, mas parece eu não se pode viver só de hospedagem, vinho, eventos culturais etc. A Europa terá de recuperar produções que hoje importam da Ásia. Em algumas regiões o crescimento do PIB será naturalmente baixo em função do nível de bem-estar alcançado e do desenvolvimento demográfico. Todavia vale para todas as regiões que o crescimento da dívida coloca em risco as aposentadorias futuras.
Como já foi tangenciado acima, os problemas de produção, renda e bem-estar da Europa, considerada como uma comunidade, estão inseridos numa cena global. Um melhor equilíbrio requer, por exemplo, que os povos africanos venham a produzir mais para eles mesmos. Todavia não foram ainda desenvolvidas concepções de condições econômicas, ambientais e sociais que servissem de orientação para ações direcionadas.
O mesmo pode ser afirmando para a América Latina e, em especial, para o Brasil. No Brasil há minérios e condições comparativamente favoráveis para a agricultura e a pecuária. O aumento da produção é relativamente fácil nesses setores enquanto houver uma demanda global. Há muito espaço para o desenvolvimento de uma indústria verde fundamentada em reflorestamentos. O resgate de contingentes humanos da pobreza significa um considerável potencial de crescimento do mercado interno. Investimentos em produção podem ser conduzidos de forma a não gerar problemas para si e outros.
Superando temores, aconteceu uma acomodação da economia japonesa no âmbito global. Da mesma forma que em regiões da Europa e dos Estados Unidos foi alcançado um nível geral de bem-estar identificável como de “saturação do consumo”. Isto significa, que um desenvolvimento do PIB modesto, relacionado ao desenvolvimento demográfico – a população está se reduzindo – e aos efeitos da racionalização, é plenamente satisfatório. O Japão não é rico em recursos minerais e precisa importar combustíveis e alimentos. Mas conseguiu dominar campos de produção como o de veículos, motocicletas, ótica e eletrônica de consumo e informática. Detém grandes reservas cambiais, sobretudo nos Estados Unidos, que hoje não são sentidas como problema, mas que estão expostas à desvalorização do dólar.
O atual grande enigma do futuro econômico e financeiro global reside no desenvolvimento econômico da China e da Índia ao lado do crescente endividamento dos Estados Unidos com estes países. A China, impulsionada por um temor de revolta social, que poria em risco a integridade nacional, regata da pobreza rural dezenas de milhões de cidadãos por ano. Apresenta uma incrível taxa de poupança de 51% da renda, apesar da renda per capita ainda baixa de US$ 7.200,00, em comparação com o Brasil de US$ 10.300,00. Neste espaço não é possível conjecturar sobre o efeito de subsídios aos custos de vida. De qualquer forma “o Estado coleta esta poupança e dá a ela a destinação prevista na sua política.“2 Uma parte considerável é investida em gigantescos projetos de desenvolvimento: Energia de todas as formas inclusive renovável, construções urbanas, tráfego ferroviário, subsídios a indústrias e educação. “Parte substancial é aplicada em títulos do Tesouro dos Estados Unidos e forma as atuais reservas que hoje são de US$ 2,5 trilhões”2. Parece que é impossível desenvolver o mercado interno no ritmo do desenvolvimento da produção. Esta seria a causa de uma inédita simbiose do desenvolvimento industrial chinês com o mercado consumidor americano, onde contribui tanto para a ausência de inflação como para o desemprego. Não há como prever o tempo em que se poderá manter esta situação de desequilíbrio de dois predominantes sistemas de produção nacionais, e muito menos se as reservas acumuladas, que representam dívidas dos Estados Unidos, algum dia poderão ser resgatadas. Os sindicatos americanos começam a se empenhar pela recuperação de produções, contestando a política cambial da China. Uma grande reserva de novas ocupações oferece a reforma da matriz energética dos Estados Unidos, tornando este país menos dependente de combustíveis fósseis 3.
Nesta rápida apreciação de condicionantes globais da economia não se deparou com nenhum fator de risco particular para a economia européia no futuro imediato. Isto significa que a EU tem espaço para produzir os ajustes de estruturas de produção e das estruturas de bem-estar social, por mais difícil que seja esta missão à primeira vista. De qualquer maneira são totalmente inadequados palpites de inspiração simplista e escapista, vindos da França, de que “os alemães deveriam trabalhar menos e gastar mais para ajudar os seus vizinhos”. Chega-se a uma resposta positiva para a segunda pergunta de um observador descomprometido, acima formulada.
E também não se deparou nesta apreciação de possíveis desenvolvimentos e riscos econômicos nenhum vínculo com a recente crise financeira e econômica. Esta resultou de transgressões de conhecidas “práticas recomendáveis” na concessão de créditos, que foram patrocinadas por um governo, seguidas de artifícios fraudulentos no repasse de títulos e da falta de controle e punição do desrespeito a regras básicas de administração bancária. A tolerância de práticas com conseqüências danosas ao bem-comum público – ocupação, poupanças dilapidadas - resulta de falhas de percepção ética no ambiente dos negócios financeiros e não de supostas “contradições do sistema capitalista”. Aponta nesta direção a primeira das perguntas que estão formuladas acima. Fato é que crises econômicas causadas por desatinos no plano financeiro da economia não são compatíveis com uma imagem de equilíbrio e segurança de uma Economia Sustentável, necessariamente global, que ainda não foi conceituada 4. Recursos públicos foram empregados para reequilibrar balanços bancários, assim restabelecendo um fluxo de créditos, a fim de evitar danos ainda maiores para as sociedades. De outra natureza são as dívidas públicas causadas por despesas excessivas, a exemplo do que ocorreu na Grécia. Procurou-se ocultá-las através de “negócios que não deveriam ser feitos” com o banco Goldman & Sachs.
É impressionante a facilidade com que Hudson trata hipóteses de inflacionamentos como recurso de liquidar dívidas à custa dos credores. A final de contas o calote, qualquer que seja – cancelamento ou inflação – representa uma quebra de contato, que é a traição da confiança sem a qual não haveria um contrato de crédito. Talvez os economistas passassem a perceber a própria irresponsabilidade se fossem desempregados e tivessem as suas economias confiscadas por de uma desvalorização da moeda. Então teriam de trabalhar como camelôs e se alimentar de sanduíches.
Cabe aos especialistas em economia e finanças encontrar regulamentações inibidoras de más práticas financeiras, a exemplo das constatadas, e encaminhar soluções que facilitem as reestruturações de produção, fiscais e sociais no âmbito da EU. De qualquer forma as sociedades da EU deverão enfrentar um caminho de aprendizado para explorarem os espaços de desenvolvimento existentes.
Referências:
1. Hudson, Michael - As guerras européias quanto à dívida que vêm aí – Países da EU afundam na depressão.
http://resistir.info/
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=18545
2. Ming, Celso - O vizinho roubado, em O Estado de S.Paulo, 22.04.2010, pág B2.
3. Brown, Lester R. - Plan B 3.0 Mobilizing to save Civilization, New York, W. W. Norton & Company, 2008.
4. Hellmuth, Harald - Sobre a Contribuição Necessária do Intelectual para a Sustentasbilidade, www.insadi.org.br/blog , 04.2010.
Uma boa semana para todos.
HH
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