Desequilíbirio econômico na zona do Euro (e do Dólar).
Por Harald Hellmuth

Tornou-se uma prática discutir economia a partir das finanças, o que parce ser um vício que não tem condições de produzir corretivos. A prosperidade que emergiu na Europa e no Japão, e depois nos Tigres Asiáticos, resultou do trabalho. Não faz sentido apontar “fartura de crédito” como origem ou causa. De fato as populações dessas regiões são poupadoras. As possibilidade do crédito nascem da poupança.
A política da defeza social não é sustentável se recorrer a endividamento público. Financiar projetos de investimento faz sentido, porque desenvolvem a economia. Financiamento de consumo não tem retorno; significa viver às custas do futuro. A tentativa de impulsionar a economia através de créditos para o consumo levou ao despropósito das “hipotecas sub-prime”, uma flagrante transgressão das boas práticas consagradas da administração do crédito, promovida pelo governo -
inicialmente o de Clinton - e sustentada pelo FED.
Ainda falta um promotor para acusar a fraude e o gangsterismo. Eu
acredito que esta ocorrência seja a melhor prova da decadência da produção e da economia causada pela exportação dos empregos: O governo não percebeu oportunidades de estimular a economia por aumento da produção.
De fato não é previsível como as economias nacionais chegarão a um equilíbrio. Uma das condições apontáveis é o desenvolvimento dos mercados internos da China e da Índia. No Brasil tenho dúvidas: As proporções são bem menores.
As minhas dúvidas se referem à motivação de contingentes não pequenos da população de se empenharem por melhorar de vida através de trabalho disciplinado, contínuo e de maior produtividade. Para os demais habitantes o problema é menos virulento, pois não existiu ainda um sistema de proteção social de welfare state, por sinal a ser financiado pelo trabalho. Penso que na Europa e nos Estados Unidos alguns excessos de conforto não se sustentarão e que será preciso retomar produções expatriadas.
De qualquer forma a conversão das matrizes energéticas e as tecnologias verdes podem servir para uma ativação do trabalho e das rendas nacionais. Quando as matrizes energéticas se tornarem
menos dependentes - ou mesmo independentes - do petróleo, os países desenvolvidos estarão libertados de uma considerável carga de importação, e os países fornecedores terão perdido os mercados.
Espero que este texto estimule a discussão do desenvolvimento econômico e social a partir do trabalho - da ocupação e da produtividade - e não a partir do crédito, das finanças.
Abraços
HH
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Uma resposta para “ Desequilíbirio econômico na zona do Euro (e do Dólar). ”
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Caro Harald, muito oportuno o seu comentário. No caso brasileiro, onde vive-se de larga monta em muitos segmentos, principalmente no financeiro, um capitalismo selvagem, está na hora de se encarar a Educação,pra valer, como a única alternativa para qualquer solução envolvendo uma democracia e um capitalismo maduro. Só com a população consciente de que a poupança e os pagamentos a vista são melhores que pagar as altas taxas de juros teremos uma economia sólida baseada na produtividade e no trabalho.
Abraços
Dieter Kelber