BALANÇO DE ABERTURA
Por Harald Hellmuth

No ano eleitoral o governo despejará muito dinheiro na economia, que já se desenvolvia positivamente sem este “estímulo” somente porque o país tem uma grande população com grandes contingentes carentes de melhora no padrão de vida e ainda há muito a investir em infra-estrutura física e educacional. A indústria investirá também. Haverá mais trabalho, mais renda e mais consumo. As cotações do açúcar e do álcool estão se recuperando; haverá efeitos positivos na balança comercial. Além disso o salário mínimo foi ajustado generosamente. As pessoas no geral estarão satisfeitas com a situação que muitos atribuirão ao Lula. A agitação em torno do petróleo do pré-sal é mesmo supérflua, caso não seja prejudicial e insustentável no longo prazo. Os eventos desportivos programados sem nenhuma margem de dúvida beneficiarão a economia, principalmente do Rio de Janeiro.
A grande incógnita é a saúde efetiva da democracia. Como a sociedade se livrará da ameaça de uma subversão, de democracia aparente do tipo Chàvista ?
Falta uma revolução da percepção de valores. A conscientização de valores produziría a procura por soluções efetivas e o abandono das aparências e da corrupção. Valorizaria o trabalho, a educação e a capacitação, mas sobretudo a percepção de responsabilidades.
Então a sociedade por via democrática exigiria a terminação da pobreza, seguindo o modelo de urbanização e industrialização praticado na China: Passariam a ser construídas na costa atlântica da região Norte - e Nordeste - concentrações urbanas em torno de indústrias verdes suportadas por extensos projetos de reflorestamento. Salvar-se-iam os biomas da Amazônia, do Cerrado e da Caatinga. Num prazo de dez a quinze anos o Brasil poderia se tornar um sumidouro de gases causadores do efeito estufa. Não é por falta de recursos econômicos, tecnológicos e humanos que tais possibilidades não são abraçadas.
Um Feliz 2010 a todos.
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