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Arquivo de Janeiro de 2010

Contemplações e sonhos de um cidadão setuagenário no início de um novo ano.

Por Harald Hellmuth

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Desde o desde meados da década de 1950 o Brasil:
- desenvolveu o interior a partir de construção de uma nova capital, símbolo da arquitetura do século XX,
- foi poupado de uma experiência socialista por militares patriotas,
- instalou uma base industrial razoável,
- aumentou a produtividade agrícola a partir de desenvolvimentos científicos próprios,
- substituiu a gasolina de origem fóssil pelo etanol renovável,
- transitou sem experiências traumáticas da fase militar para a democracia,
- venceu a inflação e estabeleceu políticas econômicas sensatas e as instituições correspondentes,
- conseguiu uma transição de governo harmoniosa após às eleições. Hoje todos os segmentos da
população puderam uma vez se sentir “no governo”,
- reduziu espontaneamente o crescimento da população,
- alcançou superávits comerciais repetidos,
- aumentou o PIB/capita e o IDH.

Agora o Brasil precisa superar vícios:
- da percepção de pobre recalcado diante da comunidade internacional,
- da utilização do Estado para interesses de grupos,
- da fraqueza do sistema de educação em todos os níveis,
- do estilo governamental circense e sofista,
- das crenças socialistas do estado todo poderoso,
- da corrupção.

Também o Brasil precisa agora adaptar as visões ao futuro - ao verdadeiro Desenvolvimento Sustentável:
- terminando logo com os desflorestamentos, em particular da Amazônia e também do Cerrado,
- providenciando ocupação com bom nível de produtividade para os contingentes ainda pobres
da população,
- estabelecer uma economia verde, inclusive grandes projetos de reflorestamento, com ocupação
de dezenas de milhares de famílias, e tornando-se um sumidouro de gases causadores do
efeito estufa,
- promovendo a geração eólica e solar em substituição às usinas termelétricas e às usinas
hidrelétricas na Amazônia,
- aumentando a produtividade, isto é, economizando no consumo, inclusive de energia,
- ajustando a estrutura fiscal,
- …….
- …….

Cada cidadão pode completar com o que lhe ocorrer.
Minha sugestão:
- Porque não tomar um impulso ao modo de JK, mas agora na pauta da Sustentabilidade?:
— fim do desmatamento em 3 anos!
— início imediato de grandes reflorestamentos com estabelecimento das instituições correspondentes.!
— instalação de centros urbanos em torno de indústrias verdes na costa da Região Norte
em 4 anos!
— extinção da pobreza com base no trabalho produtivo em 5 a 10 anos!

Abraços e boas reflexões !

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BALANÇO DE ABERTURA

Por Harald Hellmuth

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Consta no jornal que a Avon vende mais no Brasil que nos EUA, que a Mercedes vende mais caminhões no Brasil que na Alemanha, que a LG só vende mais na Coréia que no Brasil, que estaria ultrapassando as vendas nos EUA.

No ano eleitoral o governo despejará muito dinheiro na economia, que já se desenvolvia positivamente sem este “estímulo” somente porque o país tem uma grande população com grandes contingentes carentes de melhora no padrão de vida e ainda há muito a investir em infra-estrutura física e educacional. A indústria investirá também. Haverá mais trabalho, mais renda e mais consumo. As cotações do açúcar e do álcool estão se recuperando; haverá efeitos positivos na balança comercial. Além disso o salário mínimo foi ajustado generosamente. As pessoas no geral estarão satisfeitas com a situação que muitos atribuirão ao Lula. A agitação em torno do petróleo do pré-sal é mesmo supérflua, caso não seja prejudicial e insustentável no longo prazo. Os eventos desportivos programados sem nenhuma margem de dúvida beneficiarão a economia, principalmente do Rio de Janeiro.

A grande incógnita é a saúde efetiva da democracia. Como a sociedade se livrará da ameaça de uma subversão, de democracia aparente do tipo Chàvista ?

Falta uma revolução da percepção de valores. A conscientização de valores produziría a procura por soluções efetivas e o abandono das aparências e da corrupção. Valorizaria o trabalho, a educação e a capacitação, mas sobretudo a percepção de responsabilidades.

Então a sociedade por via democrática exigiria a terminação da pobreza, seguindo o modelo de urbanização e industrialização praticado na China: Passariam a ser construídas na costa atlântica da região Norte - e Nordeste - concentrações urbanas em torno de indústrias verdes suportadas por extensos projetos de reflorestamento. Salvar-se-iam os biomas da Amazônia, do Cerrado e da Caatinga. Num prazo de dez a quinze anos o Brasil poderia se tornar um sumidouro de gases causadores do efeito estufa. Não é por falta de recursos econômicos, tecnológicos e humanos que tais possibilidades não são abraçadas.

Um Feliz 2010 a todos.

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