Arquivo de Agosto de 2007
Liderança Colaborativa
estou de volta de minha peregrinação, que, nesta semana, tomou a forma de um camping training cuja espinha dorsal foi Liderança Colaborativa.
Cada minuto dos dois dias de duração foi planejado para que houvesse uma real alternância e complementaridade entre razão/emoção; tangível/intangível; concreto/abstrato; óbvio/sutil; eu /outro.

Os desafios que estruturam o treinamento, experimentados em sua plenitude, colocaram cada participante em profundo contato com o seu Eu, com o outro e com o ambiente que o cerca, permitindo, assim, que cada um construísse uma ponte segura e firme entre os hemisférios cerebrais.

As pessoas que participam de um TAR (Treinamento Ativo Reflexivo) conquistam um grau de excelência insofismável. O mergulho no intangível, temperado com os confrontos trazidos pelos desafios simuladores do cotidiano, estimula o aprimoramento das competências individuais.

A coletividade ganha indivíduos mais dispostos a partilhar, a contribuir. Aprimora-se a vida corporativa através da humanização dos indivíduos.

Imersos durante dois na beleza do lugar (um bem equipado e belíssimo centro de treinamento de uma empresa), foi inevitável que filosóficas questões aflorassem em meio aos exercícios vivenciais envolvendo gestão do conflito e do estresse, colaboração, comunicação, gestão do tempo, perfil do líder e por aí afora.

Lembrando das conversas que por lá brotaram, trago-lhes no fim deste post uma bela frase para se pensar.
Ao longo dos próximos dias, escreverei mais sobre a Metodologia TAR
Para os curiosos, coloquei umas fotos acima para dar-lhes água na boca.
Um beijo carinhoso, Aninha
” O Universo começa a se parecer mais com uma grande mente, do que com uma máquina.”
(Sir James Jeans, astrônomo)
Sem comentários »Experimentar e aprender
Amigos,
li o seguinte artigo e achei-o muitíssimo instigante, por isso, divido o mesmo com vocês. Beijos, Aninha
Experimentar e aprender
- Tania Sturzenegger -
Experimentar tem a ver com aprender. Aprender tem a ver com experimentar.
Por isso é impossível alguém aprender só pelos livros - pelo menos não no sentido prático (vivência). Um erudito é um erudito, um sábio é um sábio. Um leu e (talvez) tenha entendido o que leu, enquanto o outro vivencia sem ler. Aliás, é muito freqüente um intelectual se esconder atrás das palavras. Ele tem a pretensão de querer mexer com o fogo sem se queimar. O sábio dá a mão à palmatória. Quando estiverem ouvindo o discurso de um “mestre”, observem, sintam, se há vivência ou não em suas palavras. Se houver, haverá sabedoria; caso contrário, apenas verborragia.
Conhecimento gera não saber e ignorância gera (suposto) saber. A busca do saber deságua no não saber. Tudo que (suponho que) sei é ignorância. Ao buscar o saber termino por não saber.
Pior do que a ignorância é um professor ignorante. Ignorante por não reconhecer sua ignorância, ignorante por se identificar com o suposto saber, ignorante por achar que sabe alguma coisa. De tanto escutar dos alunos que sabe alguma coisa, passa a acreditar nessa mentira. E aí ficam ambos, professor e aluno, nessa encenação: um achando que sabe alguma coisa e que está transmitindo esse saber, outro achando que está aprendendo…
O que difere o verdadeiro professor do professor ignorante? Um sabe que nada sabe enquanto o outro acha que sabe alguma coisa.
Uma das características mais angustiantes do saber é saber que nada se sabe. E quanto mais se sabe, mais se sabe que menos se sabe. O caminho do saber desemboca no não saber. Enquanto houver alguém que sabe alguma coisa, haverá ignorância.
Porque as pessoas procuram professores que (pensam que) sabem? Porque esse é o nível de consciência deles. Necessitam de segurança, certezas e afirmações, então procurarão alguém que lhes dê isso. São órfãos à procura de seus pais. Ainda não conseguem lidar com a grande angústia do saber que é o não saber - que é de um vazio existencial infinito. Somente uma personalidade estruturada é capaz de suportar essa angústia e esse vazio.
Então, está tudo perfeito. Quem sabe, sabe que não sabe; quem não sabe, pensa que sabe. E a vida segue em frente
Sem comentários »Complexidade e turbulência: a vida no limite do caos…

De certa forma podemos dizer que a mãe de toda a evolução tecnológica atual foi a física quântica. Chips, fibras óticas, lasers e muitas outras tecnologias foram desenvolvidos utilizando fundamentos da física quântica. A física quântica estuda o comportamento das partículas subatômicas (prótons, nêutrons, fótons, elétrons, etc). Este novo ramo da física surgiu no início do século XX e além de ser responsável pela estonteante revolução tecnológica que temos presenciado, também acena com uma profunda mudança na forma como percebemos a realidade.
Conceitos como complementariedade, princípio da incerteza, salto quântico, realidades paralelas, relatividade, norteiam as nossas vidas a cada segundo e não percebemos isso. O conhecimento das leis que atuam em nível subatômico nos auxilia não só a compreendermos a realidade de forma completamente nova, como também, se aplicados no dia a dia, mudam a maneira como nos relacionamos uns com os outros.
Viver e compreender o mundo atual demanda uma nova lógica, uma nova compreensão sobre a estrutura da realidade. O objetivo desta palestra é correlacionar os conceitos da física quântica às nossas atividades diárias buscando novas formas de solucionar problemas e de entender as relações no universo empresarial.
Abraços e uma excelente semana
Clara
P.S. - Se você estiver interessado numa palestra sobre física quântica para empresas envie um e-mail para info.insadi@insadi.org.br .
Sem comentários »O SUCESSO ESTÁ NO EQUILÍBRIO

Os últimos dias foram intensos.
Na quinta, estive na reunião mensal da Câmara de Comércio Sueco-Brasileira.Tive a alegria de ser convidada para abrir a manhã com um exercício de meditação ativa. E, logo após, pude deleitar-me com uma palestra feita por Robert Wong cujo título “O SUCESSO ESTÁ NO EQUILÍBRIO” é mais do que expressivo. Muito além de seus conceitos e palavras, Robert é pessoa de enorme delicadeza de trato, embora firme. Envolve-nos com encanto e sabedoria; sorriso franco e generoso; inteligência arguta e finíssimo humor.
Ouvindo-o, veio-me a certeza de que aqueles de nós que buscam hoje abrir picadas humanísticas na vasta selva do mundo corporativo ganharão o céu do trabalho bem feito, honrarão os seus talentos fazendo deles bom uso e deixarão como herença um mundo mais justo e perfeito.
Uma semana feliz e produtiva a todos.
Beijos ternos, Aninha
A ditadura da excelência
Um beijo fraterno, Aninha, fada peregrina.
“Fábricas da Peugeot registram sexto suicídio em seis meses”
Desde o início do ano, seis operários do grupo automobilístico francês PSA (Peugeot-Citroen) se suicidaram. Segundo a agência Ansa, o último caso ocorreu na segunda-feira, quando um dos funcionários tirou a própria vida na fábrica de Mulhouse, na Alsácia, região nordeste da França.
O homem de 55 anos, pai de dois filhos e funcionário da empresa há 29 anos, não deixou nenhuma carta explicando os motivos do ato. Uma investigação foi aberta para o caso. O ministro francês do Trabalho, Xavier Bertrand, se disse “preocupado” e os sindicatos questionam sobre as condições de trabalho.
É o quinto operário que se suicida na fábrica de Mulhouse, enquanto o outro caso foi registrado na unidade da PSA de Charleville-Mezieres, em Ardenne, nordeste do país. Em uma carta, o funcionário indicou “as condições de trabalho e as fortes pressões” como as causas de sua morte.
Alguns dias atrás, em uma reunião do órgão interno de apoio psicológico da empresa, composto por um psiquiatra e um assistente social, que contou com a participação da direção e dos sindicatos, foi discutido um plano para prevenir o suicídio. Há duas semanas foi ativado um número de telefone para auxílio psicológico, disponível 24 horas por dia, que permite aos funcionários do grupo exprimir seus problemas.
“Se um trabalhador tem um problema, pessoal ou profissional, pode telefonar e falar com psicólogos de fora da empresa”, explicou a direção da PSA Peugeot-Citroen, que disse estar “profundamente comovida e chocada”.
“Hoje domina o individualismo obstinado. Cada funcionário está em competição com o outro. Está constantemente com os dirigentes respirando em seu pescoço, os quais estão por sua vez também sob pressão. Nas empresas, desapareceu qualquer forma de humanidade, e não existe nenhum espírito da família nem de amizade”, disse Bruno Lemerle, do sindicato de direita CGT.
Mal-estar, senso de culpa e tensão são as principais denúncias dos sindicatos dos trabalhadores da empresa. Para eles, o problema “será resolvido pela base”. Há alguns anos domina na empresa um “clima de incerteza”, ligado às ameaças de deslocamento e ao desinteresse por atestado de doença, além da “concorrência entre os jovens engenheiros e os velhos técnicos”.
Também na sede de Guyancourt da Renault, após três suicídios e uma tentativa, ocorridos nos últimos cinco meses, a direção decidiu lançar um amplo plano de reorganização dos serviços para tentar solucionar problemas ligados ao trabalho.
Após o terceiro suicídio ocorrido nos últimos seis meses na central nuclear de Chinon, o quarto em dois anos, o grupo Eletricidade da França (EDF) anunciou a criação de uma “comissão de escuta e compreensão” para seus empregados.
Sem comentários »Universidade pedirá apresentação em PowerPoint a candidatos
Universidade pedirá apresentação em PowerPoint a candidatos
da Associated Press, nos Estados Unidos
Apresentações com PowerPoint já fizeram muita gente dormir em salas de aula ou reuniões. No entanto, é melhor acordar, ao menos para os que pretendem ingressar na Universidade de Chicago.
Uma das mais conhecidas escolas de negócios dos Estados Unidos, a instituição começará a pedir a candidatos a ingresso que incluam quatro páginas de apresentações em PowerPoint em suas candidaturas a partir deste ano.
O pedido evidencia o quão comum as apresentações se tornaram no mundo corporativo, mas é também uma maneira, segundo a instituição, de os candidatos mostrarem sua “criatividade” não revelada em testes, cartas de recomendação ou textos.
“Nós queremos ter um espaço para que os estudantes mostrem o que eles acham que é importante”, disse Rose Martinelli, uma das responsáveis pela seleção e recrutamento dos estudantes.
Candidaturas via internet já são a norma na instituição, mas não é incomum que escolas permitam aos candidatos enviar material extra como trabalhos artísticos.
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