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Arquivo de Julho de 2007

Centenário do Movimento Escoteiro

Centenário do Movimento Escoteiro
Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel

Neste dia 1 de agosto, ao alvorecer, milhões de escoteiros em todo o mundo, após uma noite de vigília ao redor do Fogo de Conselho, renovarão sua Promessa Escoteira, comemorando, assim, o centenário deste Movimento fundado em 1907 por Lord Baden Powell.
O Movimento é até hoje um sistema educacional inovador, revolucionário, cujo Propósito é “contribuir para que os jovens assumam o seu próprio desenvolvimento, especialmente o do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades. “
Em todo o mundo , os escoteiros são identificados pela Flor de Lis bordada sobre o lado esquerdo do peito.
Em homenagem ao centenário, conto, hoje, a Lenda do surgimento da Flor de Lis, conforme li em um livro há muito, muito tempo e como tenho contado em inúmeros Fogos de Conselho ao longo de meus anos como Membro Adulto do Movimento.
Conta a lenda que ao final da Idade Média, na região em mais tarde floresceria o reino de França, um barão pagão de nome Clóvis havia vencido e, portanto, avassalado, quase todos os barões. Apenas um deles resistia ao bem armado exército de Clóvis.
Na véspera da batalha definitiva, Clotilde, dama cristã, casada com o Barão, meditava na hora do ângelus, junto ao poço no centro da fortaleza, como fazia todas as tardes, quando um anjo portando um escudo, uma lança e uma espada surgiu à sua frente. As armas eram de enorme beleza: sobre um fundo azul brilhante, uma estranha flor dourada. O anjo orientou Clotilde para, quando Clóvis mandasse pedir as armas que estavam, conforme o costume, sob a sua guarda, ela lhe entregasse as armas por ele trazidas. Disse-lhe que usando aquelas armas, Clóvis sairia vencedor.
E assim fez Clotilde. Quando Clóvis mandou seu escudeiro em busca das armas, enviou-lhe as trazidas pelo anjo.
Clóvis, entretanto, devolveu-as. Mas, por artes do Anjo, as armas sempre voltavam às mãos do barão.
Por fim, sem mais tempo, lá se foi Clóvis para o campo de batalha portando as estranhas armas. E, como anunciado, venceu, dando origem, assim, ao reino de França.
Ainda no campo de batalha, declarou que aquele estranho símbolo, seria o seu emblema daquele dia em diante. E assim foi que a Flor dourada sobre o fundo azul brilhante tornou-se o sinal do reino de França.
Séculos mais tarde, ao fundar o Movimento Escoteiro, Baden Powell escolheu-a como símbolo. Ele conhecia seu segredo. A flor é composta de três florões: um central , ladeado à esquerda e à direita por outros dois. O central simboliza a Fé; o da esquerda significa nobreza e o da direita conhecimento. Sendo que ambos, nobreza e conhecimento, têm o mesmo significado e devem estar sempre a serviço da defesa do mais alto, o florão central.
É esta Flor de Lis que escoteiros de todo o mundo portam, não apenas bordada nos bolsos de seus uniformes, mas sim,marcadas a fogo e luz em seus corações.

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QUAL É A SUA TRIBO?

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Trabalhando em empresas nacionais e multinacionais, pude observar a marcante linha diferencial entre os estilos de gestão.

O poder de uma mudança no paradigma é talvez a mais importante noção a ser aprendida com a demonstração da percepção, aquilo que poderíamos chamar de experiência. O termo paradigma foi introduzido por Thomas Kuhn que mostrou como praticamente todas as revoluções no campo da pesquisa científica começaram com rupturas com tradições, com o modo antigo de pensar e com velhos paradigmas, ensina S.R Covey.

Talvez uma noção da existência real - e do impacto - deste principio pode ser percebida em mais uma experiência de paradigma, relatada por Frank Koch em Proceedings.
Dois navios de guerra, realizando uma missão de treinamento, estavam no mar havia vários dias, enfrentando mau tempo durante as manobras. Frank servia no navio líder, e estava de sentinela na ponte ao cair da noite. A visibilidade era quase nula, devido ao nevoeiro, de modo que o capitão permanecia na ponte, atento a todas as atividades. Pouco depois do escurecer, o vigia da ponte avisou:
-Luz à proa, a boroeste.
-Parada ou movendo-se para a popa?- perguntou o capitão
-Parada capitão- o vigia retrucou
Significava que estavam em perigo, em rota de colisão com outro navio. Imediatamente o capitão chamou o sinaleiro:
-Avise aquele navio: estamos em rota de colisão. Altere o curso em 20 gráus.
-É melhor vocês alterarem o curso em 20 gráus- A resposta veio logo
-Envie a mensagem: aqui é o capitão, mude a rota em 20 gráus- o capitão retrucou
-Aqui é um marinheiro de segunda classe- Foi a resposta.É melhor vocês alterarem o curso
-Envie a mensagem: este é um navio de guerra. Mude o curso em 20 gráus- o capitão aquela altura, já furioso, disse rangendo os dentes.
-Este é um farol terrestre- o homem sinalizou de volta.
O capitão mudou de rumo.

Enquanto a maioria das pequenas e médias empresas ainda se apega ao paradigma do controle direto dos sócios ou “donos” , as empresas modernas e principalmente as multinacionais tendem a adotar um estilo menos conservador dando o empowerment ao gestor ou executivo, que é uma via que permite melhorar a qualidade, a produtividade e, consequentemente, o serviço prestado aos clientes. Prevalece nas empresas modernas a delegação de autoridade e de responsabilidade assim favorecendo a criação de relações de confiança entre os colaboradores e empresas.

Eu como empregado e algumas vezes como Consultor de empresas familiares pequenas ou médias, ou ainda de sócios que se consideram “donos” do empreendimento, muitas vezes enfrentei o desafio de convencê-los a rever seus conceitos de “propriedade” e quebrar velhos paradigmas .

Alguns indicadores marcantes deste tipo de gestão apegada ao tradicional , segundo o Sebrae são os seguintes

-dificuldades na separação entre o que é intuitivo/emocional e racional, tendendo mais para o primeiro;
- comando único e centralizado, não permitindo reações rápidas em situações de emergência;
-a postura de autoritarismo e austeridade do fundador, seja na forma de vestir, seja na administração dos gastos, se alterna com atitudes de paternalismo, que acabam sendo usadas como forma de manipulação;
-forte valorização da confiança mútua, independentemente de vínculos familiares, isto é, a formação de laços entre empregados antigos e os proprietários exerce papel importante no desempenho da empresa. Leia-se paternalismo em muitos casos em detrimento ao profissionalismo;
-laços afetivos extremamente fortes, influenciando os comportamentos, relacionamentos e decisões da empresa;
-valorização da antigüidade como um atributo que supera a exigência de eficácia ou competência. -expectativa de alta fidelidade dos empregados, manifestada através de comportamentos como não ter outras atividades profissionais, que não estejam relacionadas com a vida da empresa. Isto pode gerar um comportamento de submissão, sufocando a criatividade.
-jogos de poder onde muitas vezes vale mais a habilidade política do que a característica ou competência administrativa.

O estilo de gestão adotado determina a natureza da estrutura organizacional, sendo esta também influenciada pela tamanho da organização ( e aqui pode entrar o conceito familiar ou de “donos” )

Um estilo de gestão participativa, livre de velhos conceitos e paradigmas é o mais apropriado quando são adotados conceitos modernos de gestão, não significando estilo consorciado, pois ele não elimina a figura do executivo principal.
Levando em consideração premissas que dizem respeito ao crescimento e à expansão de atividades, conclui-se que elas determinam a necessidade para os dias futuros. Ser conservador e não delegar, é cavar seu próprio buraco.

Assim, o aumento da quantidade e complexidade das operações quando a atividade empresarial atinge certos níveis faz com que a delegação deixe de ser uma opção para se tornar uma necessidade. Uma coisa é a intenção a outra é a necessidade.È impossível que somente poucas pessoas decidam tudo em todos os níveis, como afirmam, Sandra Figueiredo e Paulo César Caggiano em “Controladoria: teoria e prática. ”

Ainda segundo os autores, existem algumas questões relacionadas à delegação de autoridade a serem consideradas:

(1) a questão da minimização da incerteza, já que as decisões são tomadas em relação a eventos futuros;
(2) a questão da eficácia dos gestores requer, além da competência natural exigida, participação e envolvimento profundo com o processo administrativo;
(3) a questão do controle; este será fortalecido à medida que as decisões sejam tomadas dentro de cada nível hierárquico, acionando o processo de accountability de um nível hierárquico à outro;
(4) a questão da otimização do tempo dos executivos principais da empresa, pois ele representam investimentos em ativos na área de Recursos Humanos de grande relevância e, presumivelmente, o tempo destes grupos de executivos centrais é um dos recursos mais escassos da empresa cuja utilização deve ser otimizada.

José Zulmar Lopes - Administrador de Empresas
Consultor e Instrutor do INSADI na Área Financeira

www.jlopes.hpgvip.com.br

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APOENA E A AVIFAUNA NO EXTREMO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO, MENSAGEM DE PETER MIX

amix 1 - amix 1

Caros amigos e colegas ambientalistas !

A Apoena, instituição apoiada pelo INSADI, vem monitorando há mais de 10 anos, entre outros, a avifauna do extremo oeste do Estado de São Paulo, registrando, com os recursos disponíveis, a dinâmica populacional de várias espécies.

ara ararauna2 - ara ararauna2
No caso específico da Ara ararauna(Arara-canindé) queremos informar, que podemos constatar um retorno gradual destas aves, principalmente nas áreas de mata ciliar, reflorestadas com espécies locais, nativas, a poucos quilômetros ao norte da cidade de Presidente Epitácio, em ação conjunta Apoena/CESP/ Ministério Público.

ara ararauna 4 - ara ararauna 4
Registramos em trabalho de campo no mês de junho deste ano, vários grupos destas araras azul-amarelas, totalizando (visão simultânea) 24 indivíduos.

As fotos aqui apresentadas documentam nossas observações e demonstram que há condições promissoras (aves-madrinhas presentes no local) para a soltura de Ara ararauna e outras espécies, como p.ex. passeriformes , hoje em regime de espera nos viveiros das ASM.

anhima cornuta1 - anhima cornuta1
Temos seguido igualmente a evolução populacional da Anhima cornuta (Anhuma), já raríssima no estado, que na nossa área de projeto cresceu de 2 indivíduos em 2001, para 8 indivíduos ou mais, em 2007.

Voltaremos aos temas a.m. em futuro próximo e agradecemos, mais uma vez, o incentivo recebido.

Cordialmente

Peter Mix* e Djalma Weffort - Apoena

* Peter Mix é pesquisador do INSADI na área de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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Visualização

Pessoas queridas,

uma dose de esperança e conhecimento para vocês neste fim de tarde.
Que for de sonho, sonhe.Quem não for, durma tranqüilo.

Um beijo terno , fraterno, Aninha

Visualização
“A maior descoberta da minha geração
é que os seres humanos,
ao alterarem as atitudes interiores
da sua mente,
podem mudar aspectos exteriores da sua vida.”
(William James)

A visualização é uma poderosa ferramenta capaz de mudar a nossa vida.

Patrick Fanning em seu livro “Visualizar para mudar” diz que cinco minutos de visualização podem eliminar horas de dias, ou mesmo semanas de ações ou pensamentos negativos. Ele sugere três sessões de cinco minutos por dia podem mudar um hábito que levou anos para se formar e se fortalecer. Ele sugere o tratamento de 21 dias.

Muitos de nós nos perguntamos: o que é visualizar? É como sonhar, meditar, ou algo parecido com hipnose, ou experiência mística, ou religiosa?

Bem, a definição é - a criação consciente intencional de impressões sensoriais mentais, tendo em vista a transformação.

A primeira palavra é criação, que envolve todo o processo criativo, que, normalmente, é fantástico ou impossível. Visualizar um problema não é pensar nele.

A segunda palavra, consciente, separa a visualização dos sonhos, pois esses ocorrem num estado inconsciente.

E, na visualização, eu escolho, conscientemente, de uma forma intencional (que é a próxima palavra), o lugar o objetivo e o conteúdo da minha visualização.

A expressão impressões sensoriais mentais serve para nos lembrar que a visualização não implica ver, mas gerar imagens mentais, que podem aparecer na forma de sons, sabores, aromas, sensação de calor, frio, textura e assim por diante.

Quanto mais eu utilizar os meus sentidos para perceber esta “visualização”, mas potente ela será.

TIPOS DE VISUALIZAÇÃO:
Visualização receptiva
Envolve ouvir inconscientemente. Essa é a forma mais simples no qual fechamos os olhos, relaxamos e esperamos ver o que surge na nossa mente.

Podemos definir, inicialmente, uma cena básica ou fazer uma pergunta e esperar que a resposta apareça. É particularmente útil para analisar as resistências a alguma mudança de vida, para revelar os verdadeiros sentimentos, quando nos encontramos ambivalentes, ou para trazer à luz imagens ou símbolos pessoais de mudança, esclarecendo o que realmente estamos defrontando.

Visualização programada
Diferente da visualização receptiva, quando ouvimos o inconsciente, a visualização programada implica conversar com ele. Explicamos e criamos detalhadamente o que desejamos ver, ouvir, sentir e manipulamos o que criamos a partir de um roteiro pré-determinado. Permanecemos num certo controle consciente.

Esta visualização se mostra adequada à consecução de metas, a melhora de desenvolvimento atlético, aceleração de cura de lesões e a intensificação de imagens em geral.

Visualização dirigida
Na verdade, esta é uma combinação das duas anteriores. Uma cena é detalhadamente definida, deixando de fora certos elementos cruciais, que serão determinados pelo subconsciente. A maior parte das visualizações é desse tipo.

Regras para uma visualização eficaz:
Basicamente, criar, manipular e intensificar as impressões sensoriais positivas. Para facilitar Flamming sugere três regras.

1) Deitar-se – segundo ele a posição ideal é a deitada, pois é a mais relaxante. Você pode inclusive fazer um relaxamento para sentir o seu corpo mais confortável. Nunca cruze mãos, nem pés.

2) Fechar os olhos – suavemente sem apertar as pálpebras para que elas não fiquem travadas. E alguns sugerem que vire-se o globo ocular ligeiramente para cima e para dentro.

Segundo experiências, aumentam as ondas alfas cerebrais. Mas o importante é fechar os olhos, impedindo a entrada do mundo exterior e dos inúmeros objetos que atraem e estimulam a nossa atenção.

3) Relaxar – essa é a regra mais importante de todas. Mais da metade dos benefícios da visualização provém de um simples relaxamento.

Quando você relaxa, seu cérebro produz também ondas alfa, que estão associadas a sentimentos de bem-estar e a uma percepção mais intensa, criativa e receptiva a sugestões positivas.

4) Criar e manipular impressões sensoriais – use todos os sentidos; a visão costuma ser o sentido predominante nos seres humanos de modo que chamamos de visualização; mas aqueles que são auditivos ou olfativos, gustativos, táteis, sonoros terão outros tipos de percepção.

Transforme as abstrações e a linguagem em imagens. Por exemplo, se você for pensar numa palavra procure sentir esta palavra, ouvir alguém pronunciando, visualizá-la na forma de um símbolo, de uma cor, de um cheiro. Confie na sua intuição. Nada é mais importante do que seguir o seu coração ao decidir como estruturar a sua visualização, determinar quais técnicas usar, quais imagens escolher ou quais seqüências a seguir.

5) Intensificar e aprofundar – aprofunde o relaxamento. Isso acontece naturalmente à medida que se envolve cada vez mais com as imagens. Mas você pode se distrair ou ficar tenso devido a imagens negativas.

Dedique então um momento para aprofundar o relaxamento, inserindo algumas imagens que favoreçam esse estado. Intensifique as percepções sensoriais, acrescentando detalhes, movimentos, profundidade, estilo, contraste. Faça um intercâmbio entre os diferentes sentidos, ver, ouvir sons, ouvir a direção dos sons, saborear, sentir o cheiro, tocar o duro ou o macio, tocar o áspero ou o suave, tocar o quente ou o frio, tocar o molhado ou o seco, tocar a si mesmo ou outra pessoa, sentir os diversos tipos de dor, sentir o movimento do corpo, sua posição no espaço, incluindo o senso de equilíbrio e a sensação de vertigem.

Sentir as sensações internas, náusea, fome, fadiga, sensação característica associada a emoções, como o medo, a raiva, a depressão, a excitação. Tire vantagem do fato de que todos os seus sentidos trabalham em conjunto para confirmar e completar as impressões. Inclua emoções adequadas.

Se surgirem emoções contraditórias ou negativas, enquanto você estiver visualizando, conceda-se mesmo algum tempo para vivenciá-las e explorá-las. Mas se começarem a ficar muito forte afaste-se da cena e visualize uma outra. Se as imagens dolorosas persistirem encerre a sessão.

Crie metáforas. Essa técnica encontra-se no cerne da visualização. A visualização eficaz não progride racionalmente. Acrescente detalhes às metáforas, adornando-as com símbolos. Esta é a linguagem mais rica para o seu inconsciente.

6) Enfatizar o aspecto positivo no presente – encerre cada sessão com uma visualização positivamente. Sinta que vai divertir-se e se dar bem.

Caso não veja ou sinta alguma coisa que está procurando, imagine que ela está presente. Veja a si mesmo bem no futuro. Inclua conseqüências positivas de alcançar a sua meta. Veja-se a si mesmo, praticando aquilo que você deseja.

Tenha um visão global. É de grande utilidade ver o universo, como um sistema que colabora com os teus desejos. Crie um contexto no mundo, um lugar onde isso está se realizando.

7) Suspender o julgamento – aguarde o inesperado. Não tente criar uma visualização. Deixe que o seu cérebro criativo te surpreenda. Aceite o que receber. Nenhuma situação é má ou errada. Confie em você mesmo.

Todos os especialistas podem oferecer imagens para serem usadas para esse ou aquele objetivo, porém a melhor imagem é aquela criada por você mesmo.

8) Explorar a resistência – cada vez que você usar a visualização para responder uma pergunta, resolver um problema, pergunte a si mesmo se realmente deseja obter a resposta e quer resolver esse problema. Você sente que merece o que procura? Você está disposto a aceitar qualquer coisa que surgir, mesmo que não se pareça com o que você esperava? Se você acha que está resistindo a essas perguntas, investigue e resolva: primeiro, a resistência.

Você precisa ter uma atitude positiva e unidirecional para conseguir os melhores resultados.

9) Usar afirmações – afirmar alguma coisa é torná-la firme, dá-lhe forma, substância e permanência. A afirmação é uma declaração forte, positiva e fecunda de que algo já é de determinada maneira. Ela deve ser simples, curta e destituída de limites.

Como as afirmações funcionam?
As afirmações reprogramam ou substituem as declarações negativas que povoam a sua mente.

Elas também atuam como lembretes para que você suspenda o seu julgamento e ponha as dúvidas de lado.

10) Assumir a responsabilidade – a visualização é uma maneira de estabelecer um senso de controle na sua vida. Esse último é uma aparte essencial à saúde física e emocional. Você deve assumir responsabilidade por aquilo que você cria através da sua visualização, pois você é responsável pela sua vida. Até mesmo por aquilo que parece acidental ou fora do seu controle.

Você é a causa da sua vida. Seja ético!

11) Praticar sempre – a visualização é uma ferramenta para mudança que fica mais afiada com o uso. Você deve usá-la diariamente para diversos tipos de mudança.

As primeiras imagens poderão parecer monótonas e sem vida, como meras descrições verbais que atravessam a sua mente, você terá a impressão de estar inventando tudo. Mas com a prática elas ficarão mais vívidas e parecidas com o verdadeiro ver, ouvir e tocar.

12) Ser paciente – a visualização é uma técnica que leva tempo para ser aprendida. É como qualquer outro aprendizado. E isso inevitavelmente requer tempo e progride através de uma série de etapas e não numa progressão retilínea. Lembre-se!

13) Utilizar ajuda quando útil – existem muitas coisas que podem estimular a visualização enquanto ela ocorre: a música, instruções gravadas em fita, sons da natureza, como o da rebentação das ondas, o canto dos pássaros, máscaras para dormir, tampões de ouvido, chacoalhar ou batucada rítmica, focalizar um iantra, entoar um mantra.

Além do que você pode enriquecer sua visualização, incorporando imagens ou histórias compiladas de suas leituras de contos de fada, folclore primitivo, psicologia, mitologia, arqueologia, religião e etc.

As antigas tradições dizem que devemos ter um mestre, um conselheiro, guru ou guia. Até mesmo um colega para ajudar a dominar uma disciplina mental. Não importa como você o chame, mas é extremamente útil ter alguém para conversar e compartilhar as dificuldades ao praticar as visualizações não só para ajudar a alcançar a profundeza do seu entendimento, como também para nos trazer inspiração. Um outro auxílio bastante útil é um diário das suas visualizações. Registrar essas experiências, pensamentos e sentimentos gerados, são de grande utilidade.

COMO FUNCIONA A VISUALIZAÇÃO CRIATIVA
Para compreendermos melhor o processo é bom lembrarmos de algumas coisas. O universo físico é energia. A física nos ensina que nós e que tudo que está a nossa volta é constituído de energia. A energia vibra com freqüências diferentes e, portanto, apresenta-se em formas diferentes. A energia é magnética. E uma das suas leis é que determinada espécie ou vibração tende a atrair energias do mesmo tipo. A forma segue-se às idéias. Um pensamento ou idéia sempre precede à sua manifestação. O simples fato de você ter uma idéia e conservá-la na sua mente, é uma energia que tenderá a atrair e a criar a forma em que estão no plano material. A lei da radiação e da atração diz que colhemos o que semeamos.

Do ponto de vista prático, significa que atraímos para nossa vida as coisas que pensamos com maior freqüência e com maior força e que desejamos com mais ardor, e mais vividamente imaginamos.

Porém, quando estamos pessimistas, receosos, inseguros e preocupados, tendemos a atrair esses mesmos acontecimentos, situações ou pessoas que procuramos evitar.

Como vimos, a visualização criativa é um processo. E a mudança não ocorre superficialmente através de um mero pensamento positivo. Na verdade, ele envolve uma série de explorações, descobertas e alterações de nossas atitudes básicas em relação a vida. É por isso que o uso da visualização criativa pode vir a transformar-se num profundo e significativo processo de crescimento.

Durante esse processo, muitas vezes descobrimos como estamos impedindo o nosso próprio potencial de se realizar plenamente. E prejudicando a nossa capacidade de obter satisfação com a vida devido aos nossos temores e sentimentos pessimistas.

Bibliografia:
KING, Serge. Imaginação ativa. S. Paulo. Pensamento. 1997.
DENNING, Melita. A visualização criativa. S. Paulo. Siciliano. 1989.
EPSTAIN, Gerald. Imagens que curam. Rio de Janeiro. 2 edição. 1989.
GAWAIN, Shakti. Visualização criativa. S. Paulo. Pensamento. 1995.
RIBAUT, Juan. A imaginação. S. Paulo. Roca. 1901.
FANNING, Patrick. Visualizar para mudar. S. Paulo. Siciliano. 1993.

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VOCÊ É O PRODUTO

Por José Zulmar Lopes-Administrador de Empresas-Consultor do Insadi

Formal 1 - Formal 1

O produto principal é sempre a pessoa. As vezes os símbolos são tantos que quem está por trás não aparece. Ou, pior aparece com a imagem distorcida.

Para mim esta muito claro quando um head-hunter me procura. Ele procura um PRODUTO, assim como qualquer outro que traga satisfação, resultado e, sobretudo lucratividade - no caso dele uma revenda (leia-se, vender você para o cliente dele). Se você não agrega estas qualificações você poderá não ser o PRODUTO adequado e ficar na prateleira. Pior: vai passar do prazo de validade ou ser comprado por preço de liquidação.

Faça de você a melhor embalagem, a mais bonita e atrativa para o mercado. Não é assim que funciona no comércio? Coloque-se na posição do cliente, o que ele está buscando. Mas não esqueça de uma coisa: do conteúdo. Porque embalagem não é tudo. O PRODUTO é um conjunto, quer dizer, o cliente (empregador, head-hunter, ou seja, lá quem precise de seu trabalho) tem que ter a certeza que pode comprar o PRODUTO e que ele será mantido vai dar retorno, enfim, é um PRODUTO que ele espera utilizar por muito tempo com alto grau de confiabilidade.

Quanto melhor você souber vender-se, maiores serão suas chances de sucesso. Seu currículo poderá ser imbatível. Não obstante, a sua imagem numa entrevista de emprego, o seu comportamento ao oferecer serviços profissionais deverá ser superveniente ao ótimo currículo cheio de MBA’s e Pós. Até a venda de seu carro usado a um desconhecido ou para convencer os vizinhos de que você é o melhor candidato a síndico, precisará dessa imagem forte do PRODUTO (você).

Assim o PRODUTO vale para tudo: desde para educar os seus filhos, para conquistar um grande amor, para obter melhores acomodações em restaurantes, ser bem tratado (a) e respeitado(a) e em muitíssimas reuniões do dia-a-dia, nas quais a transação não envolve necessariamente dinheiro, mas pode representar mais prestígio. Vender o PRODUTO significa passar aos demais uma imagem positiva de si mesmo, salientando suas melhores virtudes, apresentando às suas idéias e formando opiniões favoráveis a seu respeito.

Em resumo: venda o melhor PRODUTO: VOCÊ !

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