Comentário de Renato Valente
Postado em 28 de junho de 2007
Concordo com a visão da Sra. Clara Pelaez em seu artigo NEUROREDES: UMA NOVA COMPREENSÃO DA DINÂMICA ORGANIZACIONAL, quanto a mudança de foco para as vantagens e potenciais que se podem adquirir quando se valorizar o conhecimento intelectual da coletividade como um todo e não apenas o conhecimento intelectual de apenas um dos indíviduo.
Uma vez me veio a mente que só conseguiram desenvolver a bomba atômica e certas leis da física e da química porque no cérebro de tal cientista formou-se uma ligação neurônica com uma arquitetura de ligação neuronial única e propícia para se atingir aquela inteligência, tudo isto vindo de tudo aquilo que este tal cientista havia estudado e acumulado em seus neurônios até aquele momento, após este momento, e após outro cientista ter estudado tanto quanto o primeiro, este segundo cientista chega também a esta formação arquitetônica neuronial igual ou semelhante e prosegue evoluindo tal lei e/ou ciência.
Então a inteligência, para mim, são as infindáveis possibilidades de formações arquitetônicas neuroniais que os neurônios podem fazer.
Assim também pode acontecer com a inteligência coletiva, aquele que souber formar uma arquitetura dessas inteligências (unir o conhecimento intelectual de cada pessoa aproveitando-se o máximo possível para um bem comum, para o sucesso de uma organização, etc.) estará efetuando o papel de administrador de inteligências, funcão esta, se foi o que entendi, esperada pela autora do artigo citado.
Parabéns, adorei a abordagem do tema e a forma como aprensentou-o.
Atenciosamente,
Renato Valente
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14 respostas para “ Comentário de Renato Valente
Postado em 28 de junho de 2007 ”
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É isso mesmo Sr. Renato, muito obrigada por seu comentário. Nossa capacidade de abstração, ou inteligência tem a ver com as conexões cerebrais que conseguimos desenvolver. O neurônio e seus milhares de vizinhos enviam dentritos e axônios em todas as direções para formar um denso emaranhado de trilhões de conexões em constante mudança. Estima-se que existam mais formas possíveis de conectar os neurônios do que átomos no universo.
Da mesma forma, as organizações formam “neuroredes” extremamente complexas que emergem da troca de informações entre as pessoas que as compõem. O “pulo do gato” como o Sr. bem notou, é buscar uma forma de gestão mais adequada à administração de uma mente coletiva.
Um dos focos principais desse novo modelo de gestão, ao qual podemos chamar “gestão neural” é a capacidade conectiva da empresa, o entendimento das dinâmicas de transição de conhecimento e das configurações que daí emergem.
Acredito que a governança corporativa na atualidade deve abordar quatro aspectos essenciais:
1. Conhecimento: que conhecimentos necessitamos para cumprir nossa missão e como podemos administrá-los?
2. Conectividade: como garantir fluxos sincronizados de conhecimento entre todas as pessoas da organização e entre clientes, parceiros e fornecedores?
3. Memória: Como criar uma memória organizacional que permita classificar, armazenar e disponibilizar informações de forma imediata?
4. Lógica: Que estratégias devemos adotar para desenvolver uma cultura de conhecimento compartilhado, sendo que há milênios o conhecimento vem sendo utilizado como instrumento de poder?
Teremos um estimulante desafio nos próximos anos!
Clara Pelaez
Obrigado pelo feedback, vejo que me cadastrei em um site de uma instituição séria e comprometida com os seus visitantes. Já não sou mais visitante, a partir de agora, sou um admirador e sempre que puder irei comentar artigos que me enriquecem.
Pelos quatro aspecto propostos, percebo a extrema e árdua tarefa que o gestor neural tem pela frente, principalmente no que diz respeito a conectividade, sem desmerecer a importância dos outros, sincronizar o conhecimento interno dos colaboradores com os clientes, com os fornecedores e com os parceiros não será nada fácil de se fazer, será conscientização para lá dos limites da organização, terá que se criar “NEUROREDES” entre as organizações, sendo que cada uma delas terá que conscientezar também os seus colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros, enfim, não é impossível. Partindo do conhecimento necessário, memorizando e disponibilizando as informações, desenvolvento a lógica estratégica, tenho fé que se chega a conectividade de todo esse rico conhecimento para todos da cadeia pretendida.
Agora, só uma pergunta, que Marketing de massa pode-se utilizar para concientizar todos os envolvidos em menos tempo? Isto pode possibilitar vir do longo prazo para o médio e/ou curto prazo a tão sonhada e esperada administração da mente coletiva.
Obrigado pelo feedback.
Renato Valente
Acho que a troca de conhecimentos, questionamentos é maravilhosa e é o que faz com que tudo se mova. Então, antes de mais nada, estou muito grata pelo seu retorno.
Existe uma ciência incipiente chamada Memética que tem a ver com o estudo do comportamento dos “memes”. Da mesma forma que a genética estuda os genes e sua replicação, a memética estuda as idéias (memes) e sua replicação. Juntando a Memética com o estudo dos sistemas complexos adaptativos pode-se chegar a visão geral interessante, creio eu.
O mercado nada mais é que um sistema complexo adaptativo que aprende e produz ordem. Emerge da interação entre as empresas/pessoas, processa informação e adapta-se. Sucessivas adaptações provocam uma transição de fase (evolução): o sistema se rearranja num novo esquema e continua seu caminho evolucionário. Continuamente, idéias circulam pela rede, algumas se tornam “pequenos centros atratores”, contaminando outras pessoas num processo viral (memética). Um pequeno centro atrator vai crescendo à medida que mais pessoas aderem à idéia, ou morre se ninguém aderir. Se a idéia (meme) atinge força de vírus, em dado momento a adesão (”contaminação”) vai atingir massa crítica e vai provocar uma transição de fase.
Como vivemos numa sociedade modelada hierarquicamente, se o meme (no nosso caso a Gestão Neural) contamina os altos executivos e a mídia a propagação será muito veloz. Várias adaptações têm sido tentadas em nível de gestão (processos, competências, mudanças, conhecimento, etc) mas nenhuma delas atingiu o ponto central e essencial: a rede relacional humana. Então, acho que uma idéia como a gestão neural tem o poder de se replicar muito rápidamente, até porque propõe uma visão sistêmica e um gerenciamento global. Penso que a “gestão por partes”, adotada até agora, não consegue mais solucionar os problemas extremamente complexos das empresas atuais.
De qualquer forma, a Gestão Neural é ainda uma idéia bastante incipiente, estou torcendo e trabalhando para “contaminar” outras pessoas com a idéia para que ela se torne um “centro atrator” notável.
Observe que na história humana todas as grandes mudanças sempre começaram com uma pessoa ou um pequeno grupo de pessoas que “contaminaram” outras pessoas com suas idéias…
Se, por exemplo, você também “pegar esse vírus”, certamente vai espalha-lo por aí…
Clara Pelaez
Sra. Carla Palaez, gosto muito de filosofia e por isso tenho prazer em aprender coisas novas que podem ser de grande valia para mim e para todos. Acredito que logo a Gestão Neural estará sendo tema principal nos debates sobre a melhor gestão para as organizações.
Leibniz, em sua lei da continuidade, diz que na “natureza não há saltos”, que uma coisa leva a outra. A “gestão por partes” resultará na Gestão Neural, segundo “nossa” convicção e a lei proposta por Leibniz.
Ouve-se falar que anos atrás demorava-se muito para acontecer uma mudança, as coisas iam mudando gradativamente, diferentemente dos dias de hoje em que tudo muda numa rapidez assustadora. Neste contexto acredito que a Matemática terá que mostrar-se muito eficiente para mensurar os possíveis ganhos e perdas que essa velocidade trará para nós em meio a essas infindáveis mudanças. Quase se pode dizer que não somos e não temos nada definido, que tudo esta em constante e evolutiva mudança. Aí vem Eisten e diz: “Me dê um ponto fixo e um coisa certa que moverei o globo”. Não é que ele tinha plena razão se observarmos o que hoje acontece?
Lembro-me de uma entrevista que vi, não me lembro do nome do autor da pesquisa, mas, me lembro que sua defesa foi de que a estatística encontrada vinha comprovar que dentre 10 pessoas, bastaria 3 serem positivistas para contaminar às outras 7 pessoas em prol de um mundo melhor. Vivo isto e logo que vejo que algo é bom, procuro me contaminar e multiplicar essa contaminação ao máximo de pessoas a fim de diminuir o tempo para que o bem daí advindo aflore.
Assim que li seu artigo, contaminei-me e graças a sua esplêndida atenção, continuo me contaminando e conhecendo conceitos novos e riquíssimos em sabedoria administrativas e gerenciais, formação esta que estou em busca cursando administração na Faculdades Promove de Belo Horizonte.
Sou admirador de Mahatma Ghandi, um único homem pacificamente desestruturou todo um Reino Unido por meio da sua persuasão poderosíssima por um mundo menos dominado por poucos e mais igual para todos. Ensinou aos indianos a conseguir o seu próprio sal em vez de comprarem o sal da Inglaterra, o que a desestabilizou economicamente. Que exemplo, heim!!!
Logo estarei indo a palestras sobre a Gestão Neural.
Abraços,
Renato Valente
Caro Renato,
Fico feliz por já estar influenciando a nova geração, através de você!
Veja, também desenvolvi uma ferramenta para dignóstico chamada Neurometria ( já disponível no mercado) que mapeia, desenha e analisa redes de conhecimento/relacionamento e que permite uma análise visual e matemática das relações humanas.
A Neurometria demonstra a necessidade de uma Gestão Neural matemáticamente. É um dignóstico após o qual, se necessário, algumas ações serão tomadas para a evolução do grupo/empresa. Depois de implementadas as ações necessárias uma nova Neurometria é efetuada e comparada com a primeira, aí ela se torna uma métrica.
Resumindo, já é possível ter uma percepção matemática do impacto de qualquer inovação envolvendo pessoas na lucratividade das empresas.
Abraços
Clara Pelaez
Sra. Carla Palaez, onde posso encontrar mais informações sobre a Neurometria. Há livros, sites, etc?
Sou curioso e me interessei pela ferramenta diagnóstica.
Abraços,
Renato Valente
www.neuroredes.com.br
abraços
Clara
Obrigado, Sra. Carla Palaez, irei acessar e me inteirar mais aprofundamente sobre o assunto e os conceitos, logo estarei comentando aqui sobre o que aprendi e os conhecimentos que adquiri.
OBS.: Me descupe, Clara Pelaez, pelos atos falhos que vim cometendo quanto ao seu nome, isso mostra desatenção da minha parte. Espera não me enganar mais. Espero não ter sido o único. Vexamei!!!!
Abraços,
Renato Valente
Sra. Clara Pelaez, estava lendo sobre a Neuróbicas e me interesso em participar de um dos grupos para desenvolver a minha capacidade conectiva cerebral. Acredito muito nisso. Conheço e já li sobre dialética de Sócrates; filosofia é a minha praia, gosto muito. É preciso estar de corpo presente no grupo, ou posso participar virtualmente? Ou tenho que montar um grupo e seguir orientaçãoes suas? ou o quê?
Agora vou ler todos os artigos. Quero saber tudo quanto for possível sobre Neurorede, Neurometria…
Até aqui, pelo que percebi, e quando comentei sobre o seu artigo, antes mesmo de conhecer o site www.neuroredes…, esta luz de que existe enes possibilidades de conceções neuronais que levam a uma certa inteligência, já havia passado pela minha cabeça, como citei sobre a criação da bomba atômica por Eisten, por exemplo, e que concordou comigo.
Acho que encontrei algo vou gostar muito e conto com a sua compreensão.
Abraços,
Renato Valente
Sra. Clara Pelaez, a cada vez que leio um de seus artigos, me encanto com a visão que nos proporciona, pois mostra que o líder deverá se preocupar com a rede social de troca de informação e de conhecimento que existe e que é muitíssima importante para ser ter a melhor gestão da organização.
A neurometria é uma ferramenta inteligente e tem que ser utilizada pelas organizações, o quanto antes, para não desperdiçarem o seu maior patrimônio - a informação que gera saber e conhecimento.
Continuarei lendo os seus artigos porque me interesso nestas questões.
Mais uma vez parabéns.
Olá Renato!
Cada vez que aprendemos algo novo estamos “neurobicando” pois novas conexões são criadas no cérebro. Você pode criar um grupo para “neurobicar”, buscar novas percepções sobre as coisas do dia a dia. Se você gosta de filosofia, sabe que foi Sócrates que criou a Maiêutica (dialética indutiva) que consiste em fazer perguntas, cujas respostas levam a outras perguntas e é este caminho que leva a outras percepções.
Você sabe… o universo tem o tamanho das nossas perguntas…
Fico muito feliz de saber que você está motivado por todas estas coisas. Siga em frente, pesquise cada vez mais, pois precisamos de pessoas como você que queiram, de fato, expandir seus limites e fazer a diferença.
Obrigada pelo seus e-mails!!! Fico muito animada quando os leio!
Vamos conversando…. Ajudo no que puder.
abraços
Clara
Penso que uma boa maneira de começar uma Neuróbica é propôr uma pergunta inicial, o mais abrangente possível, como por exemplo:
O que é, ou qual é a estrutura da realidade?
O que é a consciência?
Qual a diferença entre mente e cérebro?
A partir dessas perguntas iniciais o grupo recupera o que sabe sobre os temas, correlaciona este saber com novas proposições gerando novos questionamentos. O importante não é necessariamente concluir, mas criar novos ângulos, insuspeitados, de análise e síntese.
Depois de uma Neuróbica recomenda-se uma boa noite de sono, pois é nesse momento que o cérebro “solidifica” as novas sinapses.
Esta seria uma estrutura básica de Neuróbica. Nem preciso dizer que as possibilidades são quase infinitas…
abs
Clara
Olá Clara,
Gosto sim de filosofia e Sócrates é um dos meus preferidos. Conheço um pouco sobra a dialética proposta por ele, e vejo que nos leva realmente a sabermos que nada sabemos.
Quanto a diferença entre mente e cérebro arrisco a dizer que a mente é muito mais do que o cérebro, pois é nela que está contido (não sei explicar de que forma ou maneira) tudo o que durante toda a nossa vida fomos gravando, o que um dia foi consciente hoje pode estar no inconsciente, mas tá lá, no cérebro - um massa encefálica onde são armazenadas essas infinitas informações. Convenhamos, é de impressionar o que esta massa (o cérebro) capaz de conter e ainda nos traz muita curiosidade sobre a sua composição (pouco falado), pois este chipe parece trabalhar em múltiplas dimensões e configurações. Os chipes de computador ainda estão longe de ter uma composição como a do cérebro.
De uma coisa sei, ou pelo menos acho que sei, quanto mais treinarmos e usarmos esta fabulosa máquina, mais ela vai evoluindo e realizando coisas incríveis.
Agora tenho que ir, logo estarei comentando mais sobre a neurometria, neuróbica. Ah!, se o Fernando fosse mandado embora, o que seria da informação daquele empresa que citou no seu artigo heim! Por aquele exemplo podemos ver a importância de se fazer uma análise do ciclo de informação (que gera conhecimento) que acontece dentro da empresa, e como você mesmo citou, ao menos uma vez ao ano toda empresa deveria fazer uso da ferramenta neurometria.
Abraços,
Renato Valente
Olá Clara Pelaez,
Sempre aprendo mais conceitos (schematta) lendo os seus interessantes artigos, desta vez aprendi mais um pouco lendo o seu último artigo, INOVAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL.
Muitas vezes recebi informações distorcidas sobre as mudanças que viriam acontecer na empresa pela “rádio peão”.
Na última empresa que trabalhei as tentativas de inovações eram constantes, acontece que quase nunca procuravam entender o comportamento das pessoas nos grupos que a compunham. Resultado: muitas dessas propostas de inovações não vingaram. Consequências: desordem, stresse, perda de rendimento, desmotivação e descaso sobre qualquer outra proposta de inovação - força, esta, poderosa, que passava a trabalhar contra as próximas tentativas de inovações.
Mesmo vitimado pela “rádio peão” sempre percebi que seria muito mais prudente da parte da direção da empresa informar anteriormente qual ou quais seriam os possíveis impactos que todos sofreriam, qual a direção gostaria de seguir a partir daquele momento e quais as melhorias ou patamar desejava alcançar com a implementação dessa inovação.
Cultura não se muda da noite para o dia e muito menos sem avisar para todos claramente o que se quer mudar, desta forma o caos se instala.
Se o timoneiro do barco não souber conduzir com maestria os remadores e esquecer de avisar qual é do destino que se quer chegar, a probabilidade de se perder no imenso mar são altíssimas. Muitas vezes trocam os remadores pensando que assim conseguirão chegar no destino esperado, sendo que a culpa é do timoneiro miope.
Logo nos falamos mais.
Abraços,
Renato Valente.