Arquivo de Maio de 2007
Informações sobre RH focado à manufatura
Pessoal, procuro informações sobre RH focado à manufatura: talent pipeline, L&D, engagement para manufatura.
Podem me ajudar, por favor?!
Grata,
Tatiana Espósito
Master D Brasil
thce@bol.com.br
COMPARTILHANDO INFORMAÇÕES
No dia 16 de maio fomos à um encontro promovido pela Câmara de Comércio Brasil Suécia em São Paulo, quando foi feita uma apresentação pelo Sr. Fernando Mattos, especialista tributário da Deloitte.
O objetivo era traçar uma idéia geral da nova legislação brasileira de preços de transferência e taxação de serviços, que colocou as empresas multinacionais com investimentos no Brasil em uma situação de elevada preocupação.
A margem de contribuição bruta de 60% exigida pela Instrução Normativa número 243/02, da Secretaria da Receita Federal, está fora da realidade das empresas que operam no Brasil que é, em média, de 31,6%. Com isso, o patrimônio também é taxado trazendo grandes riscos para os investidores estrangeiros, ressalvou Matos.
Como o mercado internacional atua com um sistema diferenciado de preços de transferência, denominado “Arms Lenght”, em que as taxas são baseadas no tipo de atividade e risco envolvidos, o aumento da rigidez na lei brasileira dificulta ainda mais as transações das empresas com suas subsidiárias.
Além do aumento da taxação no Brasil, outra conseqüência da existência de modelos diferentes para regular os preços de transferência é o risco de bi tributação de uma mesma operação, o que pode ocasionar perdas significativas para as empresas, explicou Matos.
O especialista também fez uma rápida apresentação da implementação, a partir deste 2 de maio, da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) ou a “ nova receita” , em escala nacional. Na mesma data, além dos serviços que já são oferecidos on line pelo portal da Receita Federal, também se tornarão disponíveis, num único endereço eletrônico (www.receita.fazenda.gov.br), aqueles até então acessados somente pelo portal da Secretaria da Receita Previdenciária
A estrutura física será unificada gradualmente, sendo que a partir do primeiro dia de funcionamento, 93 unidades de atendimento já estarão integradas.
O especialista da Deloitte também fez um relato sumário sobre as taxas pagas sobre serviços importados, com discussão entre todos os participantes.
_________________
José Z. Lopes - Administrador de Empresas - Consultor e Instrutor do Insadi
EXISTE VIDA PROFISSIONAL APÓS OS 40
Após os 40 anos de idade, fica muito mais complicado conseguir uma boa colocação – um emprego fixo, com carteira assinada, benefícios e, principalmente, boa remuneração.
Mas isso não é razão para desistir ou sair do mercado de trabalho! Muitas empresas ainda valorizam a experiência e a capacidade de profissionais com este perfil. Foi possível constatar pelo site Catho Online que, em média, 8,12% dos contratados no ano de 2006 tinham idade superior a 40 anos.
É necessário experiência (experiência é um dos itens que os profissionais mais maduros possuem) para saber selecionar e utilizar as informações para gerar o valor agregado das mesmas. Atualmente as pessoas estão muito atentas à saúde e qualidade de vida e temos muitas pessoas acima de 40 anos que estão totalmente em forma sob os âmbitos: familiar, acadêmico, maturidade pessoal e profissional ….
Se você tem mais de 40 anos:
- Reveja seus mapas mentais (a maneira como você interpreta a realidade), pois a realidade mudou e as pessoas com mais de 40 anos estão com energia e dinamismo muito grande e quem ignorar isto estará apenas enganando a si mesmo.
- Desapegue-se de valores antigos e atualize-se com as novas ferramentas, hoje disponíveis no mercado e gratuitamente na Internet.
- Seja generalista, tenha uma visão holística dos processos empresarias e não recuse ser hands on (”pau para toda obra”)
- Outra coisa importante: deixe de lado o glamourismo dos títulos. Depois dos 40 anos, verdadeiramente, a competência esta acima da posição ou função.
- Ofereça seus serviços sem exigir vinculo empregatício. Você pode ser um autônomo, prestador de serviços, terceirizado, consultor. Aliás, esqueça definitivamente a atual forma de emprego. O emprego da forma atual, caminha para o desaparecimento. Hoje pense em TRABALHO.
- Se empresário, você for contratar alguém, não se preocupe com a idade mas sim com o caráter, experiência e potencial do profissional(seja justo em suas considerações, pois você é quem sairá ganhando).
- Não se sinta intimidado por profissionais mais novos, todos somos no fundo colegas de trabalho e sempre temos algo que aprender uns com os outros. A teoria amparada nos títulos acadêmicos dos mais jovens, correspondem a 50% da performance no trabalho. Os outros 50% vêm da experiência. Com mais de 40 anos você tem ambos. Você então é 100%.
Vá em frente!
José Zulmar Lopes-Administrador de Empresa e Consultor do Insadi
1 comentário »CURIOSIDADES DA ETIMOLOGIA
CURIOSIDADES DA ETIMOLOGIA
Para o falante da língua portuguesa, o significado da palavra desastre certamente não é desconhecido. Ao empregar tal palavra, ele com certeza atribui ao vocábulo, como consta no dicionário Aurélio, o sentido de “acontecimento calamitoso, especialmente o que ocorre de súbito e ocasionando grande dano ou prejuízo”. É provável no entanto que esse mesmo falante não saiba que a palavra desastre deriva do vocábulo latino dis-astrum. Em latim, esta palavra significa literalmente “má (dis) estrela (astrum)” e era empregada para qualificar, de acordo com antigas concepções astrológicas, todo “acontecimento calamitoso causado por uma má posição estelar”. Na passagem do latim para o português, como se pode perceber, o pressuposto da concepção astrológica se perdeu, conservando o vocábulo apenas o sentido de “evento sinistro”.
A etimologia é a área do saber que tem por objetivo descobrir, como no exemplo acima, o sentido original das palavras, recuperando-lhes tanto a forma fonética como o sentido semântico. Eis algumas palavras cuja etimologia é recuperada:
Azar
Nas línguas neolatinas (aquelas derivadas, como o português, do latim), esta palavra tem duas acepções de emprego, significando ela, seja “desgraça”, “infortúnio” ou “fatalidade”, seja “casualidade”, “acaso”. A origem do vocábulo, porém, é árabe - sendo a forma portuguesa uma adaptação fonética da palavra az-zaHar. Na língua árabe, az-zaHar é o nome que se dá ao “dado” - o pequeno cubo numerado que se emprega nos jogos. Neste exemplo, observa-se que nas línguas neolatinas a forma fonética do árabe se conserva, e que o sentido semântico primário, referente ao dado, se perde - ou, como também se pode argumentar, que seu sentido se mantém, mas deslocado, visto que é comum o jogo de dados - que se baseia em fenômenos casuais - redundar, para o perdedor, em infortúnio (latim infortunium, quer dizer, “ausência de [bom] destino”) ou desgraça (do latim disgratia, “má retribuição [dos deuses]”).
Etimologia
Do grego etymologia, derivado de éthymos + logia. Ou seja, “estudo da verdade (das palavras)”.
Amigo
Deriva da palavra latina amicus, a qual, por sua vez, se vincula ao campo semântico do verbo amare, “amar”. Na origem, o vocábulo amicus designava precisamente “a pessoa a quem se ama”.
Fidelidade
Do latim fidelitas, vocábulo oriundo do substantivo fides. A palavra fides designava, nos primórdios da língua latina, a “adesão [do devoto aos preceitos de sua religião]”. Na evolução desse idioma, o sentido da palavra se alargou, embora conservando o conceito inicial da adesão positiva a um princípio religioso, sendo ela empregada em diversos sentidos, como, por exemplo, “sinceridade”, “retidão”, “honestidade”, “responsabilidade”, “confiança”. Em latim, fidelitas significa “aquilo que possui fides”.
Sentir
Do latim sentire, “experimentar uma sensação ou um sentimento, quer por meio dos sentidos, quer por meio da razão”.
Obelisco
Do latim obeliscus, que por sua vez deriva do grego obelískos, que significa… “espeto”.
Sacrifício
Do latim sacrificium, composto de sacer e ficium. Palavra afeta ao contexto das antigas celebrações ritualísticas da cultura indo-européia, significando exatamente o “ato de fazer/manifestar o sagrado”- ou seja, o “ato de passar da esfera do profano para a esfera do sagrado”. Na língua portuguesa a palavra tem o sentido de “privação, voluntária ou forçada, de um bem ou de um direito”. Este significado constitui uma redução do campo semântico original do vocábulo, acima referido, de que se manteve apenas a referência à prática, nos ritos, de oferecer-se um bem a uma divindade, com vistas à obtenção de alguma dádiva.
Contemplar
A palavra tem origem em rituais de magia. O verbo depoente transitivo contemplari significa, em Latim clássico, “observar com atenção”, e na composição da palavra entram o prefixo intensivo cum e o substantivo templum, “templo”. Acontece que o significado original (no Latim pré-clássico) de templum era “local delimitado no chão como sagrado, para a leitura de presságios através da observação das entranhas de animais sacrificados”. Nesses lugares os adivinhos (então chamados haruspices, de haru, “intestinos”) desenhavam figuras geométricas marcando os limites da área a ser purificada, e de onde se conjuravam os espíritos para as funções divinatórias. De acordo com a boa ou má qualidade destas, o lugar ficava com melhor ou pior reputação; é claro: nos mais concorridos criaram-se alojamentos permanentes tanto para os sacerdotes como para seu público - e estavam criados os templos. [LATIM COMTEMPLARI, “observar” “templo”, “local demarcado”.]
Delirar
Às vezes, francamente, o espírito humano dá nome às coisas de maneira bem poética. Um lavrador vai a seu campo no tempo da semeadura para o arar, preparar as sementeiras. Faz um comprido sulco, raso e largo, com o facão do arado; e depois volta fazendo outro, e outro, muitos mais, todos cuidadosamente paralelos entre si, para facilitar o lançamento das sementes de um e outro lado das alamedas… Mas a calma do sol da tarde age-lhe misteriosamente na alma, e ele se distrai, e sonha, e sonha mais e se distrai mais ainda, enquanto o arado corta a terra, já sem rumo fixo, em linhas desconexas. Deu para imaginar a cena? É uma cena de delírio, tal como entendemos o que isso seja. E mais: estar fora de si, imaginar loucuras, e se possível cometê-las… na gíria jovem deste fim-de-século, enfim, delirar é “viajar”. Sair dos sentidos. “Fulana viajou”, diz alguém assustado, ao ver a amiga sempre tão comedida, sempre tão “em ordem”, um dia chutar o pau da barraca, virar a mesa e acabar rodando a baiana, num puro delírio. Que também pode significar uma outra “viagem”, triste viagem de parca volta, a das drogas. Pois é. Na raiz, a palavra delirar nos fala de tudo isso, pois quer dizer, literalmente, “sair (o lavrador que conduz o arado) do sulco (planejado)”. O verbo latino delirare é formado por lira, “sulco feito pelo arado”, com o prefixo latino de-, “fora de”, “afastado de”. Por falar nisso, “estar fora de si” tanto pode ser um estado de delírio como um estado de êxtase (ekstasis, “arrebatamento íntimo” pref. de-, “fora de” + lira, “sulco de arado”.
Esotérico/Exotérico
Livros muito técnicos, daqueles para entendidos, são sempre esotéricos (ainda que estejam em estantes diferentes dos “esotéricos” nas livrarias); já os livros didáticos são sempre exotéricos - ainda que não existam estantes de “exotéricos”. Isso porque esoterikos, em grego, significava “aquilo que é reservado aos que já estão por dentro” (de eso-, “dentro” pelo comparativo esotero, “mais dentro”) enquanto que exoterikos queria dizer “aquilo que é aberto aos que estão de fora” (de exo-, “fora” comparativo exotero, “mais fora”: cf. EXÓTICO e EXTERNO). O moderno sentido de “esotérico” significando “iniciado”, “adepto religioso”, já era conhecido em tempos antigos, como se pode ver na Bíblia grega, em que São Paulo Apóstolo trata dos hoiso, “os de dentro” (I Coríntios 5, 12). [GREGO ESO- “dentro” > comparativo ESOTERO, “mais dentro” > ESOTERIKOS, “os iniciados” .]
Universo
A etimologia foi pedida por mais de um consulente, então vamos lá; entretanto, essa palavra - preciso lembrá-los? - construída há milênios, sintetiza conceitos e idéias que apenas serão compreendidos em análise filosófica. A simples etimologia será insuficiente, e quando muito servirá só para que alguns queiram e procurem descobrir mais - filosoficamente. A palavra universus, em Latim clássico, significava “o todo”, “tudo considerado em conjunto”. Há exemplos nos escritos de Lucrécio, Cícero, Terêncio, Tito Lívio e mesmo em César, cada um no limite de seu próprio entendimento do “todo”, de acordo com o que podia enxergar, ora referindo-se ao mundo (que era tão pouco conhecido…), ora à pátria (terra mais habitantes), ou ainda, reduzindo o conceito, à família ou à casa e arredores. Era composta de unus, um”, mais versus, “uma volta”, “em direção a”, que por sua vez era o particípio do verbo vertere, “girar”, “voltar”. A volta ao Um… viram como a etimologia é mesmo insuficiente? O Latim unus vem de uma raiz indo-européia que deu também o grego oinos e o sânscrito eka, ambos termos para “um”, “único”. Depois gerou os derivados unidade, união, unânime, universidade, etc. O Latim versus, e sua palavra-mãe vertere vêm também da raiz indo européia uer, “girar”, que por caminhos di-versos gerou um enorme número de palavras portuguesas, por exemplo: “verme” (aquilo que se retorce, que gira), “verso” (linha de poesia que volta, ao fim de cada compasso, ao começo da outra linha), etc. [Latim universum, neutro sing. de universus > unus, “um” + versus, p.p. de I>vertere, “girar”.]
FELICIDADE
Em Latim, a palavra felix (genitivo felicis) queria dizer - originalmente - “fértil”, “frutuoso” (”que dá frutos”), “fecundo”. Veja-se a propósito, nos mapas antigos, a “Felix Arabia”, nome das terras habitáveis do Oriente Médio, em oposição às terras de deserto lá existentes. Mais tarde, por extensão metafórica de sentido, já que o que é fértil é também propício, favorável, felix tornou-se sinônimo de “afortunado”, “alegre”, “satisfeito”. A raiz de felix é indo-européia: *dhe(i) “amamentar” - que deu também, em L., as palavras filius, “filho”, fecundus, “fecundo” (sinônimo de fértil) e femina, “fêmea” (aquela que amamenta). [LATIM FELICITAS “felicidade” LATIM (g)nobilis, “que se deve conhecer” ,”conhecido”, “famoso” nobre.]
OPORTUNIDADE
- entradas ou saídas Se uma oportunidade é uma ocasião, uma circunstância favorável, de fato são literalmente oportunos os ventos que levam - ou não - a bom porto: a palavra latina opportunus foi formada do prefixo ob- “em direção a” + portus “porto de mar”, e na origem, em latim pré-clássico, utilizada apenas para nomear os ventos mediterrâneos que enfunavam as velas dos barcos em viagens de ida ou de retorno ao lar: eles é que eram “oportunos” - ou não. A oportunidade que se deve aproveitar é, assim, o bom vento que nos pode levar sem demora a porto seguro: o qual, por sua vez, pode ser uma entrada… ou mesmo uma saída. Um porto, afinal, não é - sempre - uma porta? [LATIM OPPORTUNITAS
1 comentário »A Felicidade
Amados,
na semana passada, na reunião mensal da Câmara Sueca, Alexandre, diretor da Revista Exame, falou-nos sobre a pesquisa encomendada pela dita Exame a qual conclui que o executivo brasileiro considera-se feliz.
Muito debateu-se sobre a idéia de felicidade. Um conceito lá surgido, em particular, tocou-me profundamente, pois, expressa o que sempre intui, sem , entretanto, lograr por em tão perfeitas palavras: ” Ser feliz é ter consciência de ter uma vida interessante.”
O que pensam vocês de suas vidas? São interessantes? Merecem ser contadas? Vocês a contarão para filhos, netos, sobrinhos, discípulos?
Bom, a frase de hoje é, claro, sobre este tema.Tomei-a de Spinoza.
Que ela ilumine seus dias de alegria.
Um beijo saltitantemente alegre, Aninha
” A felicidade não é um prêmio à virtude; é a própria virtude.”
Sem comentários »As histórias de nossa gente
Em minha família, sempre cultivamos as histórias de nossa gente. Cresci ouvindo as longas aventuras de Vovô Neco, vovó Dindinha e de inúmeros tios e tias e incontáveis primos. Coisa boa este hábito.Nos dá chão.Deixa-nos claro que não somos seres isolados.Somos pontinhos em longa linha de seres.
Uma história que meu pai sempre gostou de contar fala de um canal que passa pelas terras de nossa família.
Cresci vendo aquilo que sempre me pareceu um riozinho, cercado de antigas árvores.Pés de Jamelão, jaqueiras, rendilham suas margens, fazendo-lhe sombra e abrigando o gado nas horas de sol ardente. Nunca ia muito perto, pois havia mato demais e eu tinha medo de mato, então.Tinha muitos medos.
Pois um dia, meu pai levou-me até suas margens e contou-me sua história.Não era riacho.Era um canal. Cavado por braços escravos. Fiquei assombrada. Conto a história.
Deu-se que, no século XIX, Campos dos Goitacazes foi a primeira cidade da América Latina a ter luz elétrica. O imperador precisava ir inaugurar a tal iluminação.Mas como ir da Corte do Rio até Campos sem estradas? De navio, claro.O único problema era que Campos não tinha porto. Não tem até hoje, pois, sua plataforma continental, riquíssima, é, entretanto, abrupta. Por outro lado, já naquele tempo Macaé, um pouco mais ao sul, já tinha seu porto. Mas como levar o velho imperador do porto de Macaé até Campos? A viagem à cavalo era longa, difícil.Ele não agüentaria.
Os poderosos barões do café da região, senhores de tudo sobre a terra, resolveram a questão, fazendo cavar um canal que liga até Hoje o mar de Macaé a Campos. Não creio que sequer um eles tenha ficado alguma hora vendo o riacho nascer dos braços e mãos dos escravos que o construíram.
Pronto o canal, marcou-se a data. O imperador e seus acompanhantes embarcaram no cais da Praça Mauá, suponho; desembarcaram em Macaé e de lá, em barcaças remadas por mais escravos, seguiu pela região até Campos. Almoçava em uma fazenda, dormia em outra, azedo a alegria dos Viscondes de Quissamã, dos Condes de Araruama, da nobreza cafeeira.Esta mesma que anos mais tarde o exilaria.
Todo o meu ser se repugna à idéia de escravidão.De qualquer tipo.
E, se hoje resolvi contar esta história, é para prestar um tributo àqueles que com seu trabalho, sua dor, seu braço construíram, ainda que não por escolha, um caminho de beleza.
O imperador se foi. O café se foi. Os barões se foram.O canal metamorfoseado em riacho está lá.Manso, sereno, abrigo de gente e de bicho. Os homens que o criaram transcenderam o tempo, deixando sua marca, sua história, sua memória.
Como diria Mário de Andrade: “ Fez-se o peru, comeu-se o peru.”