ERROS DE PORTUGUÊS REPROVAM 70% DOS CANDIDATOS A EMPREGO
ERROS DE PORTUGUÊS REPROVAM 70% DOS CANDIDATOS A EMPREGO
Entre os principais deslizes estão concordância e gerundismo. Especialistas dizem que é bom prestar atenção ao falar
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Hoje.
Você sabia que de cada dez pessoas que passam por uma entrevista de trabalho, sete são reprovadas porque falam e escrevem errado? Falar bem o português é uma exigência hoje em dia, para qualquer função. Até mesmo para quem não lida com pessoas, como um operador de máquinas.
Uma empresa de Salvador (BA) contrata, em média, até 30 pessoas por mês e a língua portuguesa tem um peso muito grande no processo de seleção. Já na primeira etapa, os candidatos fazem uma redação e um teste de interpretação de texto para todos os cargos – desde os administrativos até os operacionais. Os testes de português são eliminatórios e o índice de reprovação é alto: 62% dos candidatos de nível médio e 45% dos candidatos de nível superior não conseguem passar porque têm pouco vocabulário, não compreendem o texto e demonstram falta de leitura.
Não há pesquisas, mas nas grandes agências há casos em que, numa mesma seleção, sete em cada dez candidatos não passaram no teste porque cometeram algum erro de português. Veja alguns erros mais comuns e exemplos:
- concordância verbal: ‘fazem cinco anos’;
- gerundismo: ‘vamos estar fazendo’;
- gírias: ‘dar uns toques’;
- lugares comuns: ‘a nível de Brasil’, ‘fechar com chave de ouro’;
- pontuação e acentuação na hora de escrever.
“As pessoas participam de uma entrevista como se estivessem numa sala de bate-papo ou conversando com amigos. Então, são descuidados. Também pecam pela falta de leitura. Os jovens não têm o hábito de ler”, explicou Sidnéia Palhares, gerente de RH.
E o problema não aparece só na hora de escrever. É preciso ter boa fluência e falar pausadamente, para ser bem entendido. Outras dicas são esquecer as gírias e evitar gerundismo.
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Uma resposta para “ ERROS DE PORTUGUÊS REPROVAM 70% DOS CANDIDATOS A EMPREGO ”
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Aninha, isso é muito preocupante quando sabemos dos números lamentáveis de nossa educação aqui no Brasil. Hoje temos aprox. 12 milhões de analfabetos totais. Uns 30 milhões de analfabetos funcionais, que são aqueles que conseguem ler mas não entendem corretamente o que leram. Criei recentemente a categoria dos semi-analfabetos, que não sabem nem ingês e nem informática, pré-requisitos indispensáveis para quem almeja estar inserido no mundo global. Quantos serão aqui no Brasil? A situação é lamentável, pois sem instrução dificilmente as pessoas entenderão o que acontece em volta delas. Hoje falamos cada vez mais de Desenvolvimento Sustentável, mas saberão as pessoas interpretar o Relatório Stern ? Entender como funciona o IDH ? A mensagem do Al Gore ?
Aparentemente, em vez de melhorarmos estamos ficando cada vez mais medíocres e desalinhados com um desenvolvimento melhor.
Abs
Dieter