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Arquivo de Setembro de 2006

BUSINESS PROCESS DAY 2006,
UM GRANDE SUCESSO !

BPD20061 - BPD20061

Dieter Kelber e João Carlos Malheiros

No último dia 21 de setembro de 2006, o Insadi promoveu a mais uma edição do Business Process Day, um evento anual que congrega a comunidade de processos de negócios no Brasil. Com suas três salas temáticas, RH, TI e Gestão, na parte da manhã e as plenárias na parte da tarde, os participantes puderam tomar conhecimento das novidades da área, de diversos cases empresariais de organizações nacionais e internacionais, além de poderem estreitar o relacionamento entre si através de um amplo networking durante todo o evento.

Durante o evento foi lançada a primeira certificação nacional para profissionais de gestão de processos de negócios, uma iniciativa coordenada pelo Insadi e realizada pelo Fórum Brasileiro de Processos. Os detalhes estão sendo gradativamente inseridos no site do FBP (www.fbp.org.br).

Antes do término do evento, quando foram distribuídos diversos brindes e oferecido um happy hour, foi homenageado o Gestor de Processos do ano de 2006, o excelente profissional do Banrisul, João Carlos Malheiros (na foto acima).

Algumas das palestras serão disponibilizadas para os cadastrados do HR Expertise Center e no site do Fórum Brasileiro de Processos, para os associados.

A data do evento em 2007 já está fixada 20 de setembro.

O evento no próximo ano nos traz grandes desafios, pois o Espaço Insadi ficou pequeno para o interesse demonstrado. Mas já estamos trabalhando para mais uma vez poder reunir a nossa Comunidade de Processos num evento agradável e produtivo para seus participantes.

Os nossos agradecimentos aos participantes, palestrantes e a toda a equipe de apoio que tornaram o evento de 2006 um sucesso.

Abraços e até a próxima
Dieter Kelber
Coordenção do BPD 2006

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Semana feliz

Amigos , a semana que passou foi de grandes realizações e felicidade para nós do Insadi.
O Business Process Day 2006, no dia 21, superou tudo que prevíamos. Sucesso absoluto, medido não só por números, mas também pela alegria e entusiamo reinantes.

Além disso, na sexta-feira, recebemos a carinhosa visita de Ana Paula Pinheiro, amiga carioca, psicóloga e pra lá de querida.
Ana Paula é pessoa rara. Destas de boa cabeça e melhor coração. Seu sorriso vibrante está na fotos que tiramos. Confiram.

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Beijos, Aninha

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Amigos,
estou me preparando para o dia 21 … aguardem.Enquanto isto, vou pensando.

“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.” - Peter Drucker

Que tal?
Beijos fraternos, Aninha

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O Arquivo

Amigos queridos,
estou aqui dando os últimos retoques na peregrinação humanística-corporativa que empreenderei em breve.Falarei com um grupo de diretores de uma empresa bem grandinha sobre a Humanização do Homem.
Bom, vou usar este texto magnífico para iniciar a conversa.
Víctor foi por todo um ano( 1973)meu mestre e , depois, por toda a vida um amigo querido.Aprendi muito com ele.Devo-lhe imensamente.
Partilho seu texto com vocês.Quem sabe, leve a pensares muitos ao gosto de Victor.
Beijos ternos,Aninha

O arquivo
Victor Giudice

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.

joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.

No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.

Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.

Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.

Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.

Prosseguiu a luta.

Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.

joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.

Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.

Respirou descompassado.

— Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.

joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.

— Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.

O coração parava.

— Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.

A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.

— De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?

Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.

Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.

Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão.

Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.

Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.

O corpo era um monte de rugas sorridentes.

Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:

— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.

O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:

— Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.

O chefe não compreendeu:

— Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?

A emoção impediu qualquer resposta.

joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.

João transformou-se num arquivo de metal.

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Outra frase de mestre

Na manhã ensolarada,
uma frase de mestre para despertar imprescindíveis idéias:
“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.”
Khalil Gibran

Beijos a todos,Aninha

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Frasezinha pra pensar no domingo

” A única maneira de se descobrir os limites do possível é ultrapassá-lo , penetrando no impossível.”
Arthur C. Clark em 2001 , uma Odisséia no Espaço

Beijos filosóficos,Aninha

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Pipous,
acabo de voltar de uma tertúlia.Sabem lá o que é isso? A glória.
Aqui onde vivo há um antigo casarão que foi reformado e virou centro de cultura.
Hoje , houve uma tertúlia.Violino, canto, dança, vinho , boa gente e conversa fina. Música.Muita música.Eu disse poesia. Umas três: Eros e Psiquê( Fernando Pessoa) ; Cântico Negro( José Régio) , que recebeu olhares assustados e aplausos cúmplices, e Dois e dois: quatro ( Ferreira Goulart)
A noite fria se aqueceu.
Beijos poéticos,Aninha

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Programa de Multiplicadores

amz - amz

PROGRAMA DE MULTIPLICADORES

Márcio Zenker

Foco: Discutir práticas modernas utilizadas pelas organizações para disseminar conhecimentos e aumentar a adesão a campanhas internas.

Aplicabilidade: produtividade, qualidade, inovação, higiene e segurança, saúde, atendimento, qualidade de vida no trabalho e outros

Uma das constatações das últimas décadas é a de que as áreas da organização devem trabalhar de forma integrada umas com as outras e a comunicação deve fluir entre os níveis hierárquicos. Organizações em que as áreas lembrando feudos ou ilhas, estão com dificuldades de adequar-se às demandas de mercado e perdem tempo, dinheiro, fornecedores, clientes e funcionários.

Um dos quesitos da época atual é que cada funcionário precisa ser competente na sua função e ao mesmo tempo realizar seu trabalho alinhado com os objetivos da empresa, produtividade, qualidade, segurança, orientação para clientes internos e externos e outros.

Uma das estratégias utilizadas para viabilizar a cooperação interna e a interação funcionário-organização é a capacitação de multiplicadores. Para isso, treinam funcionários voluntários para serem orientadores locais. Isso se aplica à Segurança. É comum profissionais de Segurança, Higiene e Saúde estarem juntos com os profissionais de Treinamento e Desenvolvimento em projetos, programas, campanhas ou atividades. Nessa parceria interna, há um complemento de competências técnicas, de gestão e humanas que aumentam a probabilidade de conquista de resultados.

Outra prática é a de que a área de Segurança do Trabalho, ao invés de atuar diretamente apenas com os colaborados no campo de acidentes e higiene, passa a contar com multiplicadores locais.
Esses multiplicadores podem ser, por exemplo, os supervisores das áreas da organização ou profissionais voluntários que são ou não gestores.
O multiplicador serve como um canal de comunicação entre a área de Segurança e as várias áreas de organização. Áreas essas que podem ser administrativas, industriais ou outras.
É bem-vinda a elaboração, realização, acompanhamento e avaliação conjunta do Programa de Multiplicadores entre a área de Segurança e a de Treinamento e Desenvolvimento. Dependendo do porte da empresa e de outros motivos, essa proposta pode ser inviável por não contar com um profissional de Recursos Humanos (Treinamento).

Os multiplicadores recebem treinamento sobre seu papel, formas de atuação e resultados esperados com o programa. Os multiplicadores continuam exercendo suas funções normalmente, ou seja, são profissionais que além de atuarem nas posições pelas quais foram contratados, também, exercem essa função complementar. Os multiplicadores observam o ambiente de trabalho sob a ótica das condições e atos inseguros. Orientam as pessoas que trabalham naquela área independente de serem seus colegas ou superior. Mantém a área de segurança informada sobre incidentes críticos e outras atividades.

A importância da colaboração interna entre áreas e níveis nos quesitos relacionamento, comunicação, motivação, liderança e outros evidencia o quanto os profissionais das organizações estão se tornando gestores de pessoas não só com suas equipes mas como apoiadores de indicadores organizacionais como produtividade, qualidade, higiene e segurança, saúde, atendimento, contribuindo para os resultados com satisfação dos envolvidos.

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Uma história de se matutar.

História de gente e bicho

Nestas bandas em que vivo, há uma ave de hábitos singulares.Ao contrário da maioria, faz o ninho no chão.Enquanto os filhotes não nascem, a fêmea fica chocando , claro, e o macho monta guarda.

Tem bico longo, espora afiada e uma coragem insuspeitada em tão pequena criatura.É o terror dos acampadores. Briguento, sobrevoa as imediações do ninho, atacando quem se aproxima. Nas trilhas de caminhada é causa de sustos e corridas.

Certa vez, em Lages, SC, eu dirigia um Curso de Formação de Chefes Escoteiros, e como sabia que no local havia um lindo e grande gramado, programei muitos grandes jogos ao ar livre. Foi impossível realizá-los. O tal campo fora já loteado por alguns casais de quero-queros.Este o nome da atrevida avezinha. Insensíveis a qualquer diplomacia, perseguiam os aventureiros e não houve remédio a não ser ceder o terreno à “ senhora vizinha.”

Pois bem, dá-se que esta semana aconteceu um surpreendente evento.Um casal de quero-quero fez ninho bem no centro do vasto gramado da minha escola. Bem no centro da cidade . O que torna o fato digno de ser relatado é que as crianças devem ter feito algum trato com as avezinhas. Não se sabe bem de onde surgiu uma grade , destas que costumam proteger mudas de árvores em pracinha, posta ao redor do ninho. Mamãe quero-quero, fica,assim, visível e protegida. Ao contrário de seus hábitos ditados pelo instinto, papai quere-quero sobrevoa uma área que não chega a um metro. Com muito poucos gritos de alerta.Em uma semana inteira , não atacou ninguém –nenhum. As crianças - e aí está um povinho que vai da gente miúda de pré-escola aos engajados adolescentes do terceirão- cuidam e exibem seus protegidos orgulhosamente.Acho que ninho algum foi tão visitado. É uma verdadeira romaria pra ver.

A mim, o que me comove, é o acontecimento notável do pacto possível entre humanos e aves. As crianças de minha escola crêem, percebo eu, que tenham sido nomeadas guardiãs deste ninho por uma voz que lhes falou ao coração, à alma , ao cérebro límbico , sei lá. Mas que falou, falou. Quase posso ouví-la também. Seu eco me dá esperança. Esperança de que essa experiência de compaixão e cuidado fique implantada para sempre naqueles sereszinhos tenros ainda como os ovos que estão sendo chocados.E que por memória desta alegria de ter sido em início da vida um protetor , todos eles se tornem para sempre guardiãs da vida.Sejam o que forem vida à fora.Estejam onde estiverem. Façam o que fizerem.

Que a eloqüência da Vida os cative irremediavelmente.

Quem sabe, estamos, no campo de minha escola, diante de um milagre.Gosto de pensar que sim. Milagre é a supressão temporária do tempo. Ali , o tempo parou .E se lobos e cordeiros não andam já a pastar juntos, homens pequenos e aves guerreiras convivem em alegria e confiança .Esta a grande, imorredoura lição. Acho que assim , Gaia está gerando o mundo novo.

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Treinamento Ao Ar Livre

Amigos ,
abaixo poderão ler o artigo publicado pela Folha de São Paulo em que o estilo INSADI de fazer acontecer se destaca.
Beijos a todos,Aninha

TRILHA ARRISCADA

Na moda, atividade outdoor tem eficácia questionada

Rodrigo Paiva/Folha Imagem

Marcelo Arias, que teve dificuldade para concluir o percurso no primeiro dos dez treinamentos dos quais participou

Para consultores, treinamento mal executado traz resultados negativos

LARA SILBIGER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Chegou o sábado - em tese, dia de folga para o analista de recursos humanos Daniel Diez. E assim teria sido não fosse a atividade para a qual fora escalado: uma caminhada no mato organizada por sua empresa.
Entre cronômetros e bússolas, como membro de uma equipe, Diez estreou em provas de navegação por trilhas. “A cada dia, mais companhias buscam profissionais hábeis no trabalho em equipe. O trekking contribuirá para eu me aprimorar nesse sentido”, analisa.
De fato, por estabelecerem essa relação, muitas empresas se valem dos chamados treinamentos vivenciais -atividades promovidas com o objetivo de aperfeiçoar temas como liderança, cooperação, comunicação, gestão de conflitos, ética e comportamento profissional.
No entanto, as atividades outdoor, se mal executadas, podem ter resultados pífios -e às vezes até prejudiciais- ao desempenho da organização.
Para Ana Lucia Matos, consultora do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual, a principal dificuldade é a consonância de expectativas entre gerentes e colaboradores.
“O gestor encomenda o programa na esperança de gerar resultado imediato, uma espécie de mudança instantânea.”
Já a expectativa do funcionário, diz, varia entre “a espera por férias sabáticas, o medo do desconhecido e a sensação de que será outra atividade inútil”.
“O funcionário não tem muita escolha”, ressalta Júlio Bin, sócio-diretor da consultoria Gecko. “Ele participa do que lhe é proposto na esperança de que o processo acrescente algo à vida profissional e, algumas vezes, à pessoal.”
Outro problema apontado por Bin é o fato de as empresas não consultarem o empregado antes da atividade experiencial. “Normalmente, é dada ao funcionário a possibilidade de avaliar a atividade somente depois de já ter participado dela.”

Fortes emoções
Segundo Benedito Milioni, da AssertRH, o treinamento deve ser planejado com cautela (leia mais à página 3), por ser uma atividade com “forte envolvimento emocional”.
Emoção foi o que não faltou para Giani Perez Kocsis, 38, que decidiu levar suas funcionárias para um treinamento vivencial com a intenção de reforçar o espírito de equipe.
“Passamos por caminhada, prova de aventura e canoagem, mas, quando foi a vez do rapel, não consegui continuar. Tive a impressão de que, se algo desse errado, não teria volta”, diz.
Mesmo sob o risco de ter a liderança questionada, Kocsis não insistiu -nem sua equipe. “É como em um negócio: por alguns caminhos eu não sigo.”

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Colaborou Mariana Bergel

Contexto da ação define resultados

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para organizar um programa de treinamento vivencial ao ar livre, com duração de dois dias e para um grupo de até 60 pessoas, a empresa paga de R$ 500 a R$ 1.000 por pessoa.
Entretanto, de acordo com Ana Lucia Matos, do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual, tal investimento será infrutífero se a atividade for realizada por mero modismo ou sem o comprometimento dos participantes e da firma.
“Eventos assim causam mais mal do que bem à saúde da corporação, pois desestabilizam, oneram, não geram conceitos nem integram conhecimentos”, enumera Matos.
Seguindo esse raciocínio, Júlio Bin, da Gecko, sugere que a atividade esteja inserida em um programa de desenvolvimento para os funcionários.
“Caso contrário, é preferível fazer um churrasco de confraternização para maximizar o objetivo e a verba alocada”, destaca.

Recreação
Diante do amplo leque de opções de treinamento vivencial, o gestor pode ter dificuldade na hora de escolher qual vai ao encontro do que precisa. Não existe, porém, um modelo a ser seguido.
De qualquer jeito, deve-se cuidar para que a atividade não se transforme em mero entretenimento. “Não há nada de errado nisso desde que esse seja o objetivo. Mas, em geral, tal ação não atende às expectativas do gestor, apesar de agradar ao participante.”
Outro ponto considerado é o número de participantes. Para os consultores, o resultado é recreacional em grupos com mais de 200 pessoas. (LS)

Riscos devem ser levados em conta pela empresa

Análise de detalhes como disposição física do profissional é pré-requisito

DA REPORTAGEM LOCAL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mesmo quando bem planejado, nenhum treinamento vivencial está livre de riscos. “Médicos e profissionais da saúde mental devem ser ouvidos sobre os riscos inerentes às ações vivenciais, pois elas implicam grande mobilização física e emocional para o participante”, salienta Benedito Milioni, da AssertRH, consultoria que organiza treinamentos.
Marcelo Arias, 27, gerente de uma firma de ferragens, diz ter sentido isso na pele: “Para sedentários, é difícil mesmo”.
Da primeira vez em que participou de um treinamento vivencial, Arias teve dificuldade para concluir o percurso. “Eu não praticava esportes e tinha 20 kg a mais do que agora. Para acompanhar o pique da aventura, é preciso estar em forma”, lembra o gerente, que hoje é um entusiasta das atividades vivenciais e diz já ter participado de dez treinamentos.
Outra variável a ser prevista é a acessibilidade física. Para Júlio Bin, da consultoria Gecko, se há no grupo um portador de deficiência ou uma pessoa com mobilidade reduzida, a atividade deve ser reestruturada.
“Isso não altera em nada o processo, mas, por outro lado, enriquece a percepção de todos sobre inclusão, respeito e trabalho em equipe”, comenta.
Foi esse o pensamento que faltou na empresa em que a assistente administrativa Jucilene Evangelista, 25, trabalhava. Cega desde os cinco anos, ela conta que já passou por diversas situações constrangedoras. “Havia campeonatos feitos para os funcionários e eu nunca era convidada”, recorda.
Há seis meses na área de seleção da Redecar, Evangelista, que é independente em quase todas as atividades, diz contar agora com total apoio de sua equipe em treinamentos.
“Posso acompanhar as atividades, pois a empresa criou condições para isso”, comenta a estudante de psicologia, que defende a adoção de atitudes como essa por outras firmas. “Deve-se criar uma política de inclusão que considera as competências das pessoas levando em conta suas limitações”, diz.

Papéis separados
Outro ponto essencial suscitado pela psicóloga e consultora organizacional Meiry Kamia é o grau de profundidade dos treinamentos vivenciais.
“O nível de trabalho é bem mais superficial e mais voltado para o processo grupal da empresa. Não se pode confundir treinamento com terapia grupal ou clínica”, esclarece Kamia. Ela exemplifica: “Não é objetivo da metodologia experiencial tocar em assuntos da vida particular ou curar fobias”.
Caso isso aconteça, Ana Lucia Matos, do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual, alerta para o risco de se criar um trauma profissional. “Um constrangimento pode gerar sofrimento e desgaste desnecessários, o que resulta em esfacelamento do clima organizacional”, adverte. (MB E LS)

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